Começa a valer nesta sexta-feira a classificação do PCC e do Comando Vermelho como terrorismo, decidida pelos EUA contra a posição do governo brasileiro – que vem esboçando algum esforço para tentar reverter isso, mas praticamente sem chance.
E o governo se preocupa também com o tom da contestação a essa decisão americana sem parecer que esteja sendo leniente com o crime organizado, que é um ponto forte da retórica da oposição.
E essa é uma questão que cai com tudo na campanha eleitoral. Flávio Bolsonaro defendeu essa classificação como ponto prioritário no encontro com Trump e comemorou a decisão americana como vitória de sua pré-candidatura.
Ali se viu um ambiente favorável para ele, que depois se reverteu quando veio a ameaça americana da taxação afetando o Brasil.
Aí Lula vai em cima ligando isso à família Bolsonaro e ao encontro e à foto de Trump com o pré-candidato Flávio, embora ele, Flávio, diga que tentou evitar esse tarifaço. A quatro meses da eleição, esses discursos estão sendo calibrados de olho nas novas pesquisas a caminho.
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