Depois do excelente discurso na ONU, com forte protesto contra as ingerências de Washington nas questões internas brasileiras - o presidente Lula, saindo, encontrou o presidente Trump chegando. E veio aquele abraço, que foi um momento pessoal, improvisado, mas também diplomático, que pode abrir um caminho importante para os dois países.
Hora de reavaliar as posições e as relações entre eles. O encontro agora combinado, que será on-line, já começa com a vantagem do comentário simpático de Trump sobre Lula, a "excelente química" - e a disposição de Lula de conversar.
A pauta pode ser ampla e há muitas diferenças entre os dois e suas políticas - o que se manteve nos discursos na ONU. Basta ver a posição americana, apoiando Israel no genocídio em Gaza, e a posição firme do Brasil a favor do povo palestino.
Há muito a conversar, começando pela hostilidade do tarifaço aos nossos produtos. O terreno é acidentado e exige cautela e realismo neste momento delicado da relação do Brasil com o país, que, há 200 anos, foi o primeiro a reconhecer nossa independência.
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