Um cardeal, tornado Papa, já não é o cardeal de antes. É um novo personagem. Como Ângelo Roncalli, o patriarca de Veneza, que se transformou, ao assumir a dimensão gigantesca de João XXIII, marcando a história da Igreja.
Ou como Leão XIII, com a sua encíclica Rerum Novarum, já havia feito. E agora é lembrado no nome escolhido pelo novo líder da Igreja, quando o cardeal americano, que viveu no Peru também, dá um salto para outra dimensão histórica.
Certamente, numa continuação, mesmo com outro estilo, da linha pastoral de Francisco. A lembrança de Leão XIII tem um significado que ajuda a reforçar também a previsão dessa mesma linha. A encíclica Rerum Novarum resgatou e deu forma à doutrina social da Igreja, combatendo extremismos ideológicos e enfatizando o interesse, a condição e os direitos dos trabalhadores.
Abriu a Igreja para o mundo moderno. De Leão XIII a Leão XIV, passando por gigantes como João XXIII e Francisco, a Igreja segue o caminho, que pode ser a síntese de todos esses períodos. Agora sob o comando de um filho de Santo Agostinho, o maior dos teólogos, o pensador do livre-arbítrio, que fortalece e exige a responsabilidade do cristão.
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