No telefonema de domingo à noite, o ministro Mauro Vieira pediu ao secretário americano, Marco Rubio, que não envie ao Congresso, antes do encontro dos presidentes, a proposta de enquadrar como terrorismo o crime organizado do Brasil.
O governo brasileiro tenta convencer Washington a desistir da ideia. Não está fácil. Será um dos temas do encontro a ser marcado entre Lula e Trump. O Itamaraty está muito cuidadoso nos preparativos.
Na lei brasileira - a 13.260/2016 - que define terrorismo, além de outras definições clássicas, não cabe o enquadramento de PCC e Comando Vermelho nessa categoria.
Mas a ideia vem crescendo no governo americano, onde, setores da Defesa, chegam a citar relações do PCC com terrorismo árabe. Não se viu nenhuma comprovação disso até agora. Enquanto cresce - como já discutimos aqui e ganhará destaque nesse ano eleitoral - a possibilidade de que uma decisão como essa possa abrir caminho para o envio de forças estrangeiras ao nosso território.
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