O governador Caiado terminou seu pronunciamento, ao ser anunciado como candidato do PSD, dizendo "Vamos para o Debate". Isso deve ter despertado a lembrança de muitos que estavam em seus postos de jornalista ou telespectador, em 1989, na fase dos debates daquela eleição.
Caiado e Lula, na Band, lá sentados na mesa, ao lado dos outros candidatos, no mesmo estúdio em que estarão agora em agosto, para debater, E com suas histórias e seus caminhos muito diferentes, um conflito perfeito.
Romper as bolhas da polarização, como se posiciona Caiado, é um desafio que tem dimensão clara nas pesquisas.
Cerca de 80%, no primeiro turno, já se movimentam na direção de Lula ou Flávio Bolsonaro. No segundo turno, isso aumenta para mais de 90 por cento. Um número a ser considerado é a elevada rejeição aos dois candidatos polarizados. Caiado de olho aí.
É nesse ambiente - e a seis meses da eleição - que Ronaldo Caiado, sempre visceral adversário de Lula e agora procurando diferenças em relação a Flávio Bolsonaro, volta ao debate presidencial, depois de 37 anos. O debate vai ser quente.
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