A integração entre União, Estados e Municípios, fundamentada em uma boa e necessária dose de bom senso, é o único caminho para fortalecer, dando maior eficiência, e qualidade, ao combate contra o crime organizado no país, que já superou e muito o quadro de banditismo no tráfico de drogas.
Trata-se de controle crescente de territórios, com normas cruéis de dominação, em uma espécie de fragmentos de soberania imposta pelo poder do crime, com armas de guerra e eficientes organização, hierarquia e disciplina.
E com presença forte e crescente na atividade financeira e também no exterior. Tecnicamente é possível aplicar aqui a expressão “guerra irregular”, como se discutiu em profundidade no Canal Livre desta semana.
Vale insistir. É uma dura guerra que, por si só, aconselha mais união de forças e menos política - principalmente política eleitoral. Pode soar inútil dizer isso. Mas, conflitos e disputas de agendas políticas onde devia haver união de todas as forças legítimas diante do inimigo comum, isso é tudo o que o crime quer.
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