A decisão já está tomada: apesar de Jacques Wagner ter declarado que ficaria na liderança no Senado até que Lula pedisse e que não acreditava que Lula, seu amigo, pediria isso, não há a hipótese de que ele continue na função.
O desgaste, desde a operação da PF - incluindo a foto dos milhares de dólares e euros em casa, não para, vai crescendo, afetando a campanha de Lula, embora ainda haja, pelo menos, uma das várias alas do PT tentando segurar o senador na liderança num insistente - e inútil - confronto com o bom senso e a realidade política.
A ideia, a pressão da maioria do partido e aliados e a expectativa geral é que Wagner tome a iniciativa de renunciar à liderança, até antes do encontro com Lula nesta quarta-feira. Ou talvez pedir uma licença e ficar fora.
Quanto mais cedo melhor é o que se diz no Planalto, que espera pelo alívio, enquanto mede o estrago já feito. O que não significa que Jacques Wagner - que já está pedindo anulação da operação, possa ou deva ser considerado culpado antes que a Justiça cumpra todos os seus ritos.
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