
Palácio Guanabara, sede do governo do Rio
Arquivo/Agência Brasil
A prisão do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, pode mexer com a linha sucessória do governo do estado do Rio de Janeiro. O motivo: o estado hoje não conta com um vice-governador. Thiago Pampolha deixou o cargo em maio, após ser aprovado para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Já o governador Cláudio Castro, que está no último mandato, dá indícios que deve disputar as eleições de 2026 para o cargo de senador. Com isso, ele deve se desvincular do cargo em abril.
Aí é que está o “problema”. A Constituição do Estado do Rio estabelece que, em caso de impedimento ou vacância do governador, quem assume é o vice-governador.
Na ausência dele, assume o presidente da Alerj. Na ausência dele, a responsabilidade de comandar o estado recai sobre o presidente do Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que hoje é o Desembargador Ricardo Couto de Castro.
Prisão de Bacellar
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso durante operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (3).
Batizada de "Unha e Carne", a operação foi deflagrada com o objetivo de combater a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun.
Em setembro deste ano, a ação resultou na prisão do então deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva (MDB-RJ), conhecido como TH Joias, que é acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho.
O parlamentar teve a prisão mantida pelo TJ do Rio e responde pelos crimes de associação e organização criminosa e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito.
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