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Com tensão em Ormuz, petróleo sobe mais de 40% desde o início da guerra

Nesta quinta-feira (13), houve a primeira baixa francesa nesta guerra: um militar morto e outros seis ficaram feridos em um ataque de drones

Da redação
DA REDAÇÃO

13/03/2026 • 08:35 • Atualizado em 13/03/2026 • 08:35

Sonia Blota
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Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

Dia 14 da guerra, sem sinais de solução do conflito no Oriente Médio. Ao contrário: bombardeios intensos. Estados Unidos e Israel continuam atacando todo o território. Teerã, por sua vez, mostra resiliência e capacidade de resposta, atacando Israel e todos os países do Golfo.

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Nesta quinta-feira (13), houve a primeira baixa francesa nesta guerra: um militar morto e outros seis ficaram feridos em um ataque de drones a uma base no Curdistão iraquiano. Uma milícia xiita pró-Irã reivindicou o ataque. No Iraque, também, um avião americano de abastecimento caiu e 4 de seus 6 tripulantes já foram dados como mortos. A reivindicação deste ataque foi de milícias iraquianas — mas Washington nega e diz ter sido problema técnico.

Hoje, no Irã, acontece uma grande manifestação no chamado "Dia de Quds", data criada pelo aiatolá Khamenei depois da Revolução Islâmica de 1979. Enquanto manifestantes marcham, colunas de fumaça surgem no caminho devido aos fortes ataques de Israel.

Impacto econômico e energia

Enquanto seguem os horrores da guerra, o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — continua praticamente fechado, com o Irã apostando na guerra econômica. O preço do barril do Brent ultrapassou novamente os cem dólares, mais de 40% acima de antes do início da guerra.

Países membros da Agência Internacional de Energia liberaram 400 milhões de barris de seu estoque estratégico, mas isso não foi suficiente para conter a disparada do preço. Os Estados Unidos também levantaram temporariamente as sanções à venda de petróleo bruto e derivados da Rússia. É a primeira suspensão de sanção contra Moscou desde quando a guerra na Ucrânia começou, no início de 2022.

A Rússia, como grande exportadora de petróleo e gás, se beneficia do aumento dos preços e mostra ao mundo a importância de fontes de energia serem diversificadas. Por aqui, os europeus — já irritados com a perda de seu poder aquisitivo ao longo dos últimos anos devido à inflação e efeitos da guerra no continente — temem uma piora econômica.

O preço do diesel, que estava em média 1,70€, agora está em torno de 2,00€: uma alta de mais de 17%. Ontem, a maior petrolífera francesa, a TotalEnergies, anunciou um teto de 2,09€ para os preços do diesel até o final do mês em todos os seus postos de abastecimento.

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