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Combate às falsificações deve ir além das bebidas

Por Redação
REDAÇÃO

06/10/2025 • 22:58 • Atualizado em 06/10/2025 • 22:58

Eduardo Oinegue

Você conhece alguém que tem assim no pulso um relojão bacana, marca bacana, mas na verdade não é original, é falso? Marca bacana, como eu falei. Aí ele fica andando pra lá e pra cá, e tal, pagando de, de bacana que tem um relógio bom, caro, mas você sabe que não, que é falso. Você conhece alguém assim? Você conhece alguém que faz a mesma coisa com bolsa?

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Você olha, parece que é de grife. Tem umas aí que a gente nem conhece direito, mas você ouve falar, olha, essa aí é de grife, é cara, custa, nossa, e tem bolsa que custa 50, 60, 70, 80 mil reais. Aí, a pessoa tá usando, você fala: "Mas pera aí, ela gastou esse tanto?". Não, não, não, é falsa. A bolsa é falsa. A bolsa é falsa, como o relógio é falso. A bolsa não foi comprada na loja oficial. O relógio também não, tudo no mercado paralelo.

As grandes marcas, elas são alvo e tanto da falsificação. O relógio, a bolsa, a gravata, o tênis, a camiseta, o boné, o perfume, é tudo falso. E as pessoas sabem disso porque o preço diz, né? Não dá para você comprar por um preço baixo aquilo que custa uma pequena fortuna das peças originais. Mas a pergunta é: você acha isso certo ou acha isso errado? Te deixa mal saber que tem produto falso por aí? Ou você acha, olha, quer saber, não tenho nada a ver com isso.

Por que que eu estou perguntando isso? Porque as mesmas pessoas que acham que tudo bem, relógio, bolsa, perfume, boné falsos, ficam indignadas com a falta de fiscalização sobre as bebidas falsas.

Dá pra entender, né? Você ser tolerante com o produto tipo relógio, tipo bolsa, tipo gravata, perfume, boné, porque eles não matam quem compra, né? Não matam diretamente quem usa. Já a bebida contaminada por metanol é muito mais arriscada.

Ninguém pensa muito que a compra de um produto ilegal ajuda a destruir o mercado formal e alimenta o crime organizado. O crime organizado com morte tem tudo a ver. De forma que a gente tem que mudar de postura.

A melhor forma de combater o crime organizado é mudar a postura da sociedade. É assumir como sociedade a tarefa de combater o crime de uma forma geral, cada um do seu jeito. No nosso caso, e a gente é consumidor quando a gente sai às compras, adotando uma atitude de fiscalização, pedindo nota, exigindo nota, cobrando das empresas a comprovação de que fazem o certo.

Aí a gente vai no restaurante, vai no bar, a gente sabe se a bebida eles estão comprando mais barato, eles sabem que estão fazendo uma coisa errada. Então a gente tem que cobrar deles que comprovem que estão comprando direito. E eles também se colocar na posição de sociedade comprando direito, né?

Enfim, a partir desse caso, a gente tem um motivo mais do que concreto, porque a gente vê nas manchetes, no noticiário, para mudar de postura. Que a vida das pessoas não pode ser colocada em jogo. E o crime é isso, é colocar a vida das pessoas em jogo, direta ou indiretamente. Diretamente, no caso de bebida, no caso de remédio, e indiretamente também no relógio, na bolsa, no boné, que a gente tem que parar de consumir imediatamente.

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