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Como acionar o FGC? Dúvida bomba com crise no Banco Master

Sala Digital responde como funcionará o ressarcimento dos investidores com anúncio da liquidação do banco

José Florentino
JOSÉ FLORENTINO

18/11/2025 • 14:22 • Atualizado em 18/11/2025 • 14:22

Resumo

A crise do Banco Master fez o interesse de busca pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) crescer mais de 5.000% em apenas 24 horas. De acordo com dados do Google Trends, levantados pela Sala Digital, parceria da Band com o Google, novembro registra o maior índice mensal de interesse da série histórica do Google, iniciada em 2004.

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Veja o gráfico na íntegra aqui:

Crise no Banco Master faz interesse pelo FGC explodir Gráfico: Sala Digital Band e Google Fonte: Google Trends

Crise no Banco Master faz interesse pelo FGC explodir Gráfico: Sala Digital Band e Google Fonte: Google Trends

O mercado financeiro começou esta terça-feira (18) com a confirmação do colapso do Banco Master. A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Aeroporto de Guarulhos (SP), que tentava embarcar em um jatinho particular para o exterior.

Outros executivos e sócios também foram alvo de mandados, e o presidente do BRB (Banco de Brasília), que negociava com o Master anteriormente, foi afastado do cargo por determinação judicial.

Investigações apontam que o Banco Master teria fraudado sua contabilidade para parecer saudável. O banco é acusado de emitir títulos de crédito falsos ou sem lastro real para inflar seus números.

Com dados do Google Trends, a Sala Digital reuniu às principais perguntas (e respostas!) feitas nesse período sobre o FGC. Veja:

O que é FGC?

Imagine que você tem um seguro de carro. Você paga para ter proteção, mas espera nunca precisar usar. O FGC funciona de forma parecida, mas para bancos.

Ele é uma associação privada, mantida pelos próprios bancos. As instituições financeiras depositam mensalmente uma quantia nesse fundo. Se um banco "quebrar" (sofrer liquidação), o FGC entra em cena para garantir que os depositantes e investidores recebam seu dinheiro de volta, até certo limite.

O FGC serve para evitar que o pânico de um banco se espalhe para todo o sistema. Ele garante a estabilidade financeira do país.

Quanto o FGC tem em caixa?

Até o primeiro semestre, o FGC tinha aproximadamente R$ 120 bilhões em caixa.

Quanto tempo o FGC demora para pagar?

Aqui é onde a ansiedade bate. Ao contrário de um saque no caixa eletrônico, o pagamento do FGC não é imediato, funciona assim:

  • O Banco Central decreta oficialmente que o banco sofreu liquidação (faliu);
  • O interventor (a pessoa que assume o banco falido) tem que montar uma lista com o CPF e CNPJ de todo mundo que tinha dinheiro lá e quanto cada um tinha. Isso leva, em média, 30 dias;
  • Assim que recebe essa lista, o FGC libera a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos;
  • Você baixa o app, faz a burocracia, confirma seus dados e indica uma conta de outro banco para receber o dinheiro. O processo é 100% digital.

Como acionar o FGC?

O processo de pagamento da garantia começa quando o Banco Central decreta a liquidação de uma instituição financeira

O Liquidante (responsável legal indicado pelo BC) envia ao FGC uma lista das pessoas credoras e os valores a serem pagos, agrupando os créditos por CPF ou CNPJ.

FGC paga o rendimento?

O rendimento entra na conta, mas o limite de R$ 250 mil não é apenas sobre o dinheiro que você colocou lá, mas inclui os juros que renderam até o banco quebrar.

Significa que se você investiu R$ 240 mil e, com os juros, o valor virou R$ 260 mil, o FGC só vai te devolver R$ 250 mil.

E o Imposto de Renda? O FGC paga o valor líquido. Ou seja, o imposto (IR) sobre o lucro é descontado antes de o dinheiro cair na sua conta, exatamente como aconteceria se o banco estivesse funcionando.