Band Jornalismo

Como é o presídio de segurança máxima para onde líderes do CV do Rio foram transferidos

A unidade é considerada uma das mais rígidas do país

Da redação
DA REDAÇÃO

12/11/2025 • 16:14 • Atualizado em 12/11/2025 • 16:21

Líderes do Comando Vermelho são transferidos

Líderes do Comando Vermelho são transferidos

Divulgação/Cláudio Castro

Resumo

Sete detentos identificados como líderes do Comando Vermelho foram transferidos para a Penitenciária Federal de Catanduvas

A penitenciária possui infraestrutura de alta segurança, com celas individuais sem tomadas elétricas, monitoramento por áudio e vídeo, e agentes equipados com armamento e tecnologia avançada para prevenir fugas ou invasões

Os presos em Catanduvas seguem um protocolo rigoroso

Sete detentos apontados como líderes do Comando Vermelho (CV) foram transferidos nesta quarta-feira (12) para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no interior do Paraná. A unidade, de segurança máxima, é considerada uma das mais rígidas do país.

Compartilhar

Os presos serão mantidos em celas individuais, sob monitoramento constante de áudio e vídeo e com sistema de captação de som ambiente. A penitenciária foi inaugurada em 2006 e foi a primeira unidade prisional federal do Brasil. Atualmente, o país conta com cinco presídios federais classificados como de segurança máxima.

Estrutura e segurança

A penitenciária de Catanduvas possui 12,6 mil metros quadrados de área construída e capacidade para 208 detentos. As celas, de cerca de seis metros quadrados, contam com cama, mesa, cadeira, pia, sanitário e chuveiro — mas não possuem tomadas elétricas. A energia é controlada e ativada apenas em horários determinados.

Os agentes penitenciários são equipados com armamento letal e não letal, body scan, raio-x, detectores de metais, além de sistemas de vigilância de áudio e vídeo e equipamentos de inteligência. A estrutura física foi projetada para resistir a tentativas de fuga ou invasão.

Rotina e monitoramento

Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), os presídios federais seguem protocolos rígidos e padronizados.

Cada preso é revistado ao deixar a cela, que também passa por vistoria a cada saída.

Durante deslocamentos internos, os detentos permanecem algemados e são sempre acompanhados por ao menos dois agentes.

A comunicação com familiares e advogados ocorre apenas por parlatório ou videoconferência, em dias e horários definidos.

Nenhum preso tem acesso a meios de comunicação externos.

Toda a rotina é monitorada por circuito interno de câmeras, com imagens transmitidas em tempo real para a sede da Senappen, em Brasília.

Condições e atividades

Os internos das penitenciárias federais de segurança máxima têm direito a:

  • seis refeições diárias balanceadas;
  • duas horas de banho de sol por dia;
  • atendimento médico, odontológico e psicológico, conforme necessidade;
  • atividades laborais e educacionais, quando aplicáveis;
  • visitas sociais e jurídicas em parlatórios monitorados.

A Senappen reforça que o objetivo dessas unidades é impedir a comunicação de líderes criminosos com organizações do lado de fora, garantindo a segurança pública e a ordem interna do sistema prisional.