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Como está a situação dos mananciais de São Paulo?

Volume dos principais sistemas segue em níveis de atenção, apesar das chuvas registradas em dezembro

Da redação
DA REDAÇÃO

26/12/2025 • 16:29 • Atualizado em 26/12/2025 • 16:29

Sistema Cantareira

Sistema Cantareira

Rovena Rosa/Agência Brasil

A situação dos mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo segue em estado de atenção, segundo dados atualizados do Portal dos Mananciais, da Sabesp. O volume total do Sistema Integrado Metropolitano está em 26,5% da capacidade, percentual considerado baixo para o período do verão, quando historicamente os reservatórios costumam apresentar recuperação mais consistente.

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Apesar das chuvas registradas nos últimos dias, os índices ainda ficam abaixo da média histórica em vários sistemas, o que reforça a necessidade de uso consciente da água.

Sistema Integrado Metropolitano opera com 26,5%

Responsável por abastecer milhões de pessoas na Grande São Paulo, o Sistema Integrado Metropolitano acumula atualmente 515,80 hm³ de água, com variação diária positiva de apenas 0,2%. O volume total segue distante do ideal para garantir segurança hídrica a médio prazo.

Cantareira e Alto Tietê seguem abaixo de 21%

Dois dos principais sistemas de abastecimento do estado apresentam níveis semelhantes e preocupantes:

  • Sistema Cantareira: opera com 20,4% da capacidade, armazenando 199,86 hm³. A chuva registrada foi de 2,2 mm, enquanto o acumulado mensal chegou a 102,2 mm, ainda bem abaixo da média histórica de 211,1 mm.
  • Sistema Alto Tietê: está com 20,2% do volume útil, somando 113,19 hm³. O acumulado mensal de chuvas é de 111 mm, distante da média histórica de 177,3 mm.

Guarapiranga e Cotia apresentam volumes um pouco mais elevados

O Sistema Guarapiranga, um dos mais importantes para a zona sul da capital, registra 46,9% da capacidade, com 80,25 hm³ armazenados. Apesar disso, não houve registro de chuva no dia, e o acumulado mensal (107 mm) ainda está abaixo da média histórica (172,4 mm).

Já o Sistema Cotia opera com 42% do volume útil, armazenando 6,93 hm³. O sistema registrou 5,8 mm de chuva no dia, e o acumulado mensal (160,8 mm) está próximo da média histórica (165 mm).

Rio Grande tem melhor índice; Rio Claro chama atenção pelas chuvas

O Sistema Rio Grande apresenta o melhor desempenho entre os mananciais, com 60% da capacidade e 67,36 hm³ armazenados. O acumulado mensal de chuva é de 80,6 mm, ainda abaixo da média histórica (184,3 mm).

Já o Sistema Rio Claro, apesar de operar com 38,6% do volume útil, chama atenção pelo alto índice de chuvas acumuladas no mês: 382,6 mm, superando a média histórica de 257,3 mm. Mesmo assim, o volume total armazenado é de apenas 5,28 hm³.

Sistema São Lourenço segue em nível intermediário

O Sistema São Lourenço opera com 48,3% da capacidade, armazenando 42,92 hm³. Não houve registro de chuva no dia, e o acumulado mensal (121,6 mm) segue abaixo da média histórica (212,3 mm).

Uso consciente segue essencial

Segundo a Sabesp, mesmo com a chegada do verão e o aumento das chuvas, os volumes ainda exigem atenção da população. A companhia reforça a importância do uso racional da água, evitando desperdícios, principalmente em períodos de calor intenso, quando o consumo tende a aumentar.

Os dados são atualizados diariamente e podem ser consultados no Portal dos Mananciais da Sabesp.

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