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Como funcionam os bancos de sangue no Brasil? Entenda o processo de doação e distribuição

Doação é voluntária, gratuita e fundamental para salvar vidas; veja como o sangue é coletado, armazenado e usado em hospitais

Nicole Defillo
NICOLE DEFILLO

14/07/2025 • 13:35 • Atualizado em 14/07/2025 • 13:35

Doação de sangue no Brasil

Doação de sangue no Brasil

Fernando Frazão / Agência Brasil

Resumo

Estatísticas da doação de sangue: Até maio de 2025, o Brasil registrou 831.518 bolsas de sangue coletadas e 3.178.138 transfusões realizadas, apresentando um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior. A taxa de doação voluntária se manteve em 1,6% da população, conforme a meta mínima da OMS.

Funcionamento dos bancos de sangue: Os bancos de sangue no Brasil, coordenados pelo Ministério da Saúde e integrados ao SUS, são cruciais para cirurgias, tratamentos e emergências, operando sob rígidos protocolos para garantir a segurança do sangue coletado e distribuído.

Processo e critérios para doação: A doação de sangue envolve cadastro, triagem, coleta de cerca de 450 ml de sangue, testes para doenças transmissíveis e processamento em componentes. Doadores devem atender a critérios específicos de idade, peso e saúde para contribuir.

Até maio de 2025, o Brasil coletou 831.518 bolsas de sangue, enquanto o total de transfusões realizadas chegou a 3.178.138 — um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior. Em 2024, foram registradas 3.310.025 doações, alta de 1,9% em comparação com 2023. A taxa de doação voluntária permanece em 1,6% da população, dentro da meta mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere entre 3% e 5% para garantir a segurança dos estoques.

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O que são os bancos de sangue?

Os bancos de sangue no Brasil são serviços essenciais de saúde responsáveis por coletar, processar, testar, armazenar e distribuir sangue e seus componentes para hospitais e unidades médicas. Eles são fundamentais para cirurgias, tratamentos crônicos, emergências e atendimentos oncológicos.

Todo o sistema funciona de forma gratuita e voluntária, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A coordenação é feita pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Anvisa e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, por meio da Hemorrede Nacional. O sangue não pode ser vendido nem comprado, e o processo de coleta segue protocolos rigorosos para garantir a segurança de doadores e pacientes.

Como é feito o processo de doação?

A doação começa com cadastro e triagem clínica, onde o doador responde a perguntas sobre sua saúde e histórico médico. Se estiver apto, são coletados cerca de 450 ml de sangue, além de amostras para exames laboratoriais. O sangue passa por testes para detectar doenças transmissíveis como HIV, hepatites B e C, sífilis e HTLV.

Em seguida, é processado e separado em hemácias, plasma e plaquetas, que são armazenados e distribuídos conforme a necessidade dos pacientes. Todo o material usado é esterilizado e descartável, e o procedimento completo dura cerca de 40 minutos.

Quem pode doar sangue?

Para doar sangue no Brasil, é necessário atender a critérios como:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 precisam de autorização dos responsáveis);
  • Pesar mais de 50 kg;
  • Estar em boas condições de saúde no momento da doação;
  • Estar alimentado e descansado;
  • Apresentar documento oficial com foto.

restrições temporárias, como febre, uso de certos medicamentos ou viagens recentes ao exterior, além de restrições definitivas, conforme o histórico médico e hábitos do doador.

Para que o sangue doado é usado?

O sangue doado é usado em:

  • Cirurgias de grande porte;
  • Tratamento de anemias graves e doenças hematológicas, como leucemia e talassemia;
  • Acidentes, queimaduras e emergências;
  • Transfusões para gestantes e recém-nascidos.

Cada bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas, já que seus componentes são utilizados de forma separada.

Estoques e emergências regionais

Os estoques de sangue variam ao longo do ano, com quedas frequentes durante feriados, férias escolares e surtos respiratórios. No início de 2025, por exemplo, o Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) operava com níveis críticos para os tipos A‑, B‑ e O‑, com estoques entre 20% e 50% do ideal.

A recomendação é que a doação seja feita de forma regular. Homens podem doar até quatro vezes por ano, com intervalo mínimo de 60 dias; mulheres, até três vezes ao ano, com intervalo de 90 dias.

Quem coordena os bancos de sangue?

A Hemorrede Nacional é coordenada pelo Ministério da Saúde, com regulação da Anvisa. A estrutura é composta por:

  • Hemocentros públicos, como o Hemorio (RJ) e a Fundação Pró-Sangue (SP);
  • Bancos de sangue hospitalares;
  • Serviços privados habilitados.

Todas essas unidades seguem protocolos unificados de coleta, testagem, processamento e distribuição de sangue e seus derivados.

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