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Conheça os caças da FAB: o tecnológico F-39 Gripen à resistência do F-5

Entenda as capacidades, missões e bases estratégicas das principais aeronaves de combate que garantem a soberania do espaço aéreo brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

04/03/2026 • 18:15 • Atualizado em 04/03/2026 • 18:15

O O F-39 Gripen representa o salto tecnológico mais recente da FAB

O O F-39 Gripen representa o salto tecnológico mais recente da FAB

Divulgação/FAB

A escalada dos conflitos no Oriente Médio acendeu um sinal de alerta no Ministério de Defesa. Embora a posição do Brasil é de neutralidade militar, priorizando ações de resgate de brasileiros e ajuda humanitária, o país possui um plano estratégico de defesa aérea, chamado Programa Gripen (F-39).

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O programa inclui uma transição histórica e tecnológica em sua frota de combate. Atualmente, o Brasil opera um mix estratégico de aeronaves que combinam décadas de experiência operacional com o que há de mais moderno em guerra eletrônica. Divididos entre missões de interceptação, ataque e defesa aérea, os caças F-39 Gripen, F-5 Tiger II e A-1 AMX formam o tripé de proteção do território nacional.

Confira os detalhes de cada modelo:

F-39 Gripen, um salto tecnológico

O F-39 Gripen representa o estado da arte na defesa aérea brasileira. Desenvolvido pela sueca Saab em parceria com a Embraer, o modelo é classificado como um caça inteligente de múltiplo emprego, capaz de realizar missões de ataque, reconhecimento e defesa em uma única saída.

Sua avançada suíte de guerra eletrônica e a capacidade de operar em pistas curtas ou até rodovias — uma herança da estratégia sueca para cenários de conflito disperso.

Desde o dia 24 de fevereiro de 2026, o Gripen assumiu oficialmente o alerta 24 horas a partir da Base Aérea de Anápolis (GO), sob a responsabilidade do 1º GDA, protegendo a capital federal e os centros de poder em Brasília.

O caça já validou o uso do míssil Meteor (o mais avançado do Hemisfério Sul para combate além do alcance visual) e realizou os primeiros disparos reais com seu canhão de 27mm e testes de lançamento de bombas. O governo encomentou 36 unidades do Gripen e parte das undiades está sendo montada no Brasil, na planta da Embraer em Gavião Peixoto (SP), o que garante transferência de tecnologia ao país.

F-5 Tiger II, o pilar da aviação de caça no Brasil

Com quase cinco décadas de serviço, o Northrop F-5 Tiger II continua sendo o pilar da aviação de caça no Brasil. Embora seja um projeto veterano de origem norte-americana, a frota passou por uma modernização profunda conduzida pela Embraer, resultando nas versões F-5EM e F-5FM.

As unidades estão baseados em pontos estratégicos, como o 1º/14º Grupo de Aviação em Canoas (RS) e o histórico 1º Grupo de Aviação de Caça em Santa Cruz (RJ). As aeronaves se destacam pela agilidade em combates aéreos aproximados (dogfights) e pela alta disponibilidade de manutenção.

A-1 AMX, especialista em ataque ao solo

Diferente dos "primos" focados em interceptação aérea, o A-1 AMX foi projetado com um propósito específico: penetrar defesas inimigas para destruir alvos na superfície. O projeto é fruto de um consórcio internacional entre a Embraer e as italianas Alenia e Aermacchi.

A principal missão deste caça é realizar o reconhecimento tático e apoio aéreo aproximado. As operações estão concentradas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria, pelos esquadrões 1º/10º GAv e 3º/10º GAv. É conhecido pelo seu grande raio de ação e pela robustez para carregar pesadas cargas de armamento.