
Zelensky
Stefan Rousseau/Pool via REUTERS
“Quem trabalha no Kremlin deve se preocupar em saber onde fica o bunker mais próximo” — declarou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ao site Axios, dos EUA.
Numa conversa que teve com o presidente Donald Trump, à margem da Assembleia Geral da ONU, na terça-feira, Zelensky recebeu a bênção para atacar na Rússia alvos que são atacados pelos russos na Ucrânia. Algo como olho por olho, dente por dente, usina nuclear por usina nuclear.
“Mas não vamos bombardear civis, porque não somos terroristas”, Zelensky acrescentou.
A Ucrânia deverá obter artilharia de longo alcance, que até agora não possuía. Se e quando a receber, “nós vamos usá-la”. O novo armamento talvez force o presidente Vladimir Putin a sentar-se à mesa de negociações, espera Zelensky. Ele não deu detalhes sobre a nova arma até partir de volta à Ucrânia.
O Kremlin não reagiu às ameaças de Zelensky até a noite de quinta-feira, no horário local. A entrevista que ele deu ao Axios vai ao ar nesta sexta-feira. Só com o que já foi revelado, porém, entende-se a mudança notável do presidente Trump, que passou a apostar na Ucrânia na guerra contra a Rússia, durante sua passagem pela ONU.
Em seu discurso à Assembleia Geral, Zelensky ressaltou que “só pode confiar em alianças fortes e armamento para sua segurança”; alertou para “a corrida armamentista mais destrutiva da história”, impulsionada por inovação tecnológica e inteligência artificial”, reforçou que não há tratados, leis ou instituições internacionais que garantam a segurança: “Se uma nação quer ter paz, ainda precisa ter armas” — e condenou as violações russas a países vizinhos e a sua resistência em negociar um cessar-fogo.
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