
Belém espera receber até 50 mil pessoas na COP30
Isabela Castilho/Cop30 Amazônia
O Brasil terá os olhares do mundo na COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em novembro deste ano. E a escolha de sediar o evento em Belém do Pará não foi a toa.
O encontro global anual será em uma das maiores cidades da Amazônia e um polo econômico, cultural e turístico da região Norte. "Vamos discutir a importância da Amazônia dentro da Amazônia. Nós vamos discutir questões dos indígenas vendo os indígenas, dos povos ribeirinhos, vendo os povos ribeirinhos e como vivem", afirmou o presidente Lula.

Buscas sobre COP30 crescem no Brasil desde a confirmação do evento no Pará em 2023 | Sala Digital/Band
O Pará também é o estado brasileiro com maior interesse de buscas sobre temas relacionados ao evento, como meio ambiente, sustentabilidade e desmatamento. A lista é liderada por estados do Norte, com o pódio completado por Acre e Amazonas. Os dados são da Sala Digital, parceria da Band com o Google.
Cercados pela Mata Atlântica, São Paulo e Rio de Janeiro ficam na ponta inversa da tabela – são os menos engajados pelos assuntos. Para se ter uma ideia, o índice de interesse de buscas por meio ambiente nos dois estados é cerca de 40% do dado no Pará.
No geral, estados do Norte e do Nordeste ocupam a parte de cima da lista, com estados do Sul e Sudeste nas últimas posições. A região Centro-Oeste fica no meio da tabela. Confira abaixo mapas de interesse de buscas, por estado, para meio ambiente, sustentabilidade e desmatamento:



COP30 será ‘símbolo do multilateralismo’
Em encontro com representações da sociedade civil na quinta-feira (17), a secretária nacional de Mudanças do Clima, Ana Toni, que é CEO da COP30, exaltou a importância do evento como demonstração da força global em torno do tema. “A gente espera e acredita que a COP30 pode ser sim um símbolo importante de que o multilateralismo está vivo e fortalecido, e que é o único caminho da gente lidar com a mudança do clima. É uma mensagem muito forte que tem que sair da COP e que a sociedade civil tem muito a ajudar”
Em abril, a organização trouxe detalhes sobre a organização do evento, dividido em quatro polos – balanço ético, finanças, povos indígenas e governança. Questionada pela imprensa nesta semana sobre um possível impacto no evento pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, Ana não demonstrou preocupação.
“Governos subnacionais americanos, assim como o setor privado, estão nos contatando bastante e estão dedicados a vir à COP. Não me preocupa um esvaziamento da COP30. Pelo contrário, os demais 197 países estão se unindo para reafirmar a importância do multilateralismo. Vejo uma determinação muito grande dos que ficaram [no Acordo de Paris]”.

Obras no Parque da Cidade COP30, em janeiro | Rafa Neddermeyer/COP30 Amazônia/PR
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