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Quase metade do eleitorado não confia no STF, aponta pesquisa Quaest

Maioria vê poder excessivo na Corte e quer Senado atuante em pedidos de impeachment

Da redação com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

12/03/2026 • 10:36 • Atualizado em 12/03/2026 • 10:45

STF em julgamento do caso Marielle franco

STF em julgamento do caso Marielle franco

Rosinei Coutinho/STF

Um levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira (12) mostra que 49% dos eleitores brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 43% dizem confiar na Corte.

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De acordo com a pesquisa, o índice de confiança no STF recuou sete pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado em agosto do ano passado. No mesmo período, a fatia dos que declaram não confiar na instituição oscilou dois pontos para cima.

Percepção de poder e papel do Senado

O estudo também mediu a avaliação dos eleitores sobre o alcance das decisões do Supremo. Para 72%, o tribunal concentra poder em excesso. Já 18% discordam dessa afirmação, 2% não concordam nem discordam e 8% não souberam ou não quiseram responder.

Entre os entrevistados, 66% afirmam que é importante escolher para o Senado um candidato comprometido em deliberar sobre eventuais pedidos de impeachment de ministros do STF. Outros 22% discordam dessa ideia, 2% não concordam nem discordam e 10% não opinaram.

Relação com governo Lula e defesa da democracia

A pesquisa ainda questionou a percepção da proximidade entre o Supremo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 59% dos eleitores, o STF atua como um poder aliado ao governo federal. Em sentido oposto, 26% discordam dessa avaliação, 3% não concordam nem discordam e 12% não souberam ou não quiseram responder.

Ao mesmo tempo, 51% dos entrevistados concordam com a afirmação de que o Supremo foi fundamental para a manutenção da democracia no Brasil. Outros 38% discordam, 2% não concordam nem discordam e 9% não souberam ou não quiseram responder.

Metodologia do levantamento

O levantamento Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores em todas as regiões do país entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.