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PMs são presos por fazer segurança de dono de empresa ligada ao PCC no SP

Corregedoria cumpriu mandados contra agentes que atuavam para dono da Transwolff; investigação aponta lavagem de dinheiro.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

04/02/2026 • 12:46 • Atualizado em 04/02/2026 • 12:57

PCC nasceu em 1993

PCC nasceu em 1993

Reprodução/Jornal da Band

A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, nesta quarta-feira (4), ao menos três policiais militares acusados de realizar a segurança particular do dono da empresa de ônibus Transwolff. O empresário é investigado por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Como as identidades dos envolvidos não foram reveladas, as defesas não foram localizadas.

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Ao todo, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e três de prisão. A ação é um desdobramento de uma investigação sobre crimes de lavagem ou ocultação de bens e valores, que tramita na 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da Capital.

Atuação direta na segurança de "Pandora"

De acordo com a SSP, os policiais militares atuavam na segurança pessoal e patrimonial de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora. O dono da Transwolff é apontado como integrante da facção criminosa e foi alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada anteriormente pelo Ministério Público.

"A análise do material apontou participação direta de policiais militares na gerência e na execução da segurança das empresas", esclareceu a secretaria. Além da Transwolff, a empresa UPBus também é investigada por envolvimento com o crime organizado em apurações realizadas entre os anos de 2020 e 2024.

Lavagem de dinheiro no transporte público

As investigações apontam que as concessionárias eram utilizadas para lavar recursos ilícitos oriundos de crimes como tráfico de drogas e roubos. As empresas operavam o transporte diário de milhões de passageiros na capital paulista enquanto, segundo as autoridades, as atividades irregulares ocorriam sem serem detectadas.

As evidências que fundamentaram as prisões surgiram após o compartilhamento de provas da Operação Fim da Linha. O trabalho foi conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Polícia Militar, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Receita Federal.