O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou em entrevista à rádio BandNews FM, nesta terça-feira (3), sobre o rombo bilionário nos Correios. Ele evitou o tema de privatização da estatal e pontuou que o caminho é reestruturação.
De janeiro a setembro, os Correios acumulavam prejuízo superior a R$ 6 bilhões e tinham déficits recorrentes desde 2022, superiores a R$ 10 bilhões. Em 2025, a estatal obteve R$ 12 bilhões em empréstimo com cinco bancos.
“Quem arca com a universalização dos serviços postais é a companhia dos Correios. Os Correios é que arcam com isso, que tem um custo alto por ano, que era compensado por algumas atividades que eram exclusivas do Correio e deixaram de ser. Essa que é a verdade”, disse Haddad.
“Então, a privatização, olhando para o mundo, inclusive Estados Unidos, Europa, não parece o caminho que está sendo seguido pelas melhores práticas, não parece. O que parece que é o caminho é a reestruturação dos Correios, aliando o serviço de postagem com outros serviços, inclusive associados a bancos, seguradoras, esse tipo de coisa que está acontecendo mundo afora”, acrescentou.
Durante a entrevista, o ministro da Fazenda lembrou que essa é a promessa da diretoria da companhia com o empréstimo que foi feito. “Com esse dinheiro, reestruturar a companhia nessa direção e torná-la equilibrada assim que essas providências forem tomadas”, finalizou.
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