
Costa Filho
Reprodução
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), confirmou nesta quarta-feira (11) que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de abril. A saída ocorre para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, já que o ministro pretende disputar uma vaga no Senado por Pernambuco nas próximas eleições.
A declaração foi feita durante um evento de anúncio de investimentos para o setor aeroportuário. Segundo Costa Filho, a orientação do presidente Lula para as trocas no primeiro escalão é priorizar nomes que já integram as equipes das pastas, como os secretários-executivos, visando manter a unidade do governo.
Sucessão técnica nos ministérios
De acordo com o ministro, a estratégia de Lula foi discutida em reuniões recentes e busca evitar rupturas administrativas. "O presidente quer um nome do ministério. A orientação do governo é manter os secretários-executivos", afirmou Costa Filho, citando como exemplo a ministra Miriam Belchior, que assumirá a Casa Civil no lugar de Rui Costa.
No caso da pasta de Portos e Aeroportos, a expectativa é que o atual secretário-executivo, Tomé Franca, assuma o posto. Contudo, Costa Filho ressaltou que, embora essa seja a diretriz presidencial, o governo deve respeitar sugestões enviadas pelos partidos aliados. Uma conversa com a cúpula do Republicanos está prevista para ocorrer após o Carnaval.
Aliança política e pauta legislativa
Costa Filho é o principal representante do partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na Esplanada. Atualmente, o governo e a liderança da Câmara articulam temas prioritários, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que discute o fim da escala de trabalho 6x1.
Motta, que condiciona o apoio à reeleição de Lula a gestos políticos e reciprocidade, deve se reunir com o presidente nesta quinta-feira (12). O parlamentar afirmou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho é "inadiável" e que o Congresso pretende votar a matéria em maio deste ano.
Investimentos em aeroportos
O anúncio da saída do ministro ocorreu em meio à apresentação do Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos. O projeto prevê o aporte de R$ 4,64 bilhões para obras de expansão e manutenção de 11 terminais distribuídos em quatro estados brasileiros.
O plano conta com o suporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A cerimônia de anúncio teve a participação do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e de representantes da concessionária Aena Brasil, responsável por parte das operações aeroportuárias contempladas.
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