Band Jornalismo

Cotada para vice de Flávio sobre rótulo: "Mulher de direita não é submissa"

Ex-presidente da Caixa critica narrativa do PT e defende medidas para ampliar autonomia econômica feminina na pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Da redação
DA REDAÇÃO

21/07/2026 • 18:53 • Atualizado em 21/07/2026 • 18:53

Daniella Marques, ex-presidente da Caixa

Daniella Marques, ex-presidente da Caixa

Agência Brasil

Potencial candidata a vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques afirmou, em transmissão ao vivo no canal de Eduardo Bolsonaro nesta segunda-feira (20), que a equipe prepara propostas para ampliar a autonomia econômica das mulheres e rebateu estereótipos sobre eleitoras conservadoras.

Compartilhar

Críticas ao PT e foco em autonomia feminina

Ao tratar da relação da direita com o público feminino, Daniella disse que há uma tentativa de rotular mulheres conservadoras como submissas e atribuiu essa narrativa ao PT. Na visão dela, mulheres de direita se veem como iguais aos homens e complementares em suas vocações.

O PT rotula a direita como se a mulher de direita fosse submissa. Não, não é. Somos iguais. Está na Bíblia: homens e mulheres são seres iguais perante a Deus e complementares em suas vocações

Segundo Daniella, a pré-campanha desenvolve um pacote de medidas voltadas às mulheres, com ações nas áreas de segurança pública, acesso ao crédito, saúde da mulher e cuidados com idosos. A proposta é reunir esses serviços em uma única plataforma digital para facilitar o acesso.

Ela relacionou a dependência financeira à permanência de mulheres em situações de violência doméstica e avaliou que ampliar oportunidades no mercado de trabalho e no crédito pode contribuir para que vítimas rompam ciclos de agressão.

Durante a live, Eduardo Bolsonaro também criticou o PT, acusando o partido de usar programas sociais como o Bolsa Família como ferramenta eleitoral ao sugerir que adversários acabariam com benefícios. O ex-deputado defendeu ainda investimentos em inteligência artificial para aumentar a competitividade do país.

Projeto de conectividade e polêmica sobre celulares

Daniella comentou a repercussão de uma proposta apresentada por Flávio Bolsonaro para expandir o acesso à internet e a serviços digitais entre a população de baixa renda, em especial mulheres. O senador mencionou um universo de até 70 milhões de brasileiras como público potencial da iniciativa.

Ela afirmou que a ideia foi interpretada de forma equivocada e negou que o projeto preveja distribuição gratuita de celulares em larga escala. "Ah, o Flávio vai dar celular de graça para 70 milhões de mulheres... Não foi isso que ele falou", disse.

Conforme explicou, as discussões envolvem alternativas para ampliar o acesso a plataformas digitais como o gov.br, incluindo a oferta de bônus de dados. O fornecimento de aparelhos, segundo Daniella, seria reservado a casos específicos e dependeria da viabilidade financeira.

Cotação para vice e atuação em políticas para mulheres

O nome de Daniella Marques é um dos considerados para compor a chapa de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Filiada ao Republicanos neste ano, ela integra a equipe responsável pela formulação de propostas econômicas e de políticas públicas direcionadas às mulheres.

Na última quinta-feira (16), a ex-presidente da Caixa voltou a aparecer ao lado do senador no lançamento do pacote Brasil Por Elas, que reúne ações voltadas ao público feminino. Flávio disse na ocasião que pretende escolher uma mulher para a vaga de vice e citou, além de Daniella, as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) como opções.

Daniella presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e atualmente é cofundadora do Grupo Pra Elas, plataforma voltada à capacitação e à promoção da autonomia financeira feminina.

Com informações do Estadão Conteúdo.