
Acordo desobriga presença de ex-ministros de Dilma, Bolsonaro e Lula na CPMI do INSS
Reprodução/Agência Brasil
A primeira reunião da comissão parlamentar que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) votou, na última terça-feira (26), requerimentos para o andamento da chamada CPMI do INSS. O plano de trabalho da investigação também foi apresentado pelo relator do inquérito parlamentar, o deputado Alfredo Gaspar (União).
Um acordo entre base e oposição desobriga a presença de ex-ministros da Previdência Social, entre 2015 e 2025, período que compreende os governos de Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. No período, os chefes das pastas eram Eduardo Gabas, José Carlos Oliveira e Carlos Lupi, respectivamente.
Antes da definição do acordo, a previsão era que esses ex-ministros fossem convocados, ou seja, a presença na CPMI seria obrigatória, mas, num primeiro momento, a ida será facultativa.
Os ministros a serem convidados não foram citados por nome, mas o deputado Paulo Pimenta (PT) afirmou que serão incluídos “ministros que tinham responsabilidade direta na gestão do tema da Previdência”. Parlamentares também pediram a inclusão do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que teve Previdência Social abraçada pela pasta entre 2019 a 2021.
Convocações
Já as autoridades convocadas, com presença obrigatória, serão aquelas que ocuparam, desde 2015, a:
- presidência do INSS;
- presidência do Dataprev, empresa estatal que oferece serviços de tecnologia para o INSS;
- diretoria de benefícios previdenciários do INSS; e
- presidência das associações que tiveram acordo de cooperação com o INSS, o que permitia os descontos automáticos nos benefícios.
Órgãos públicos
Chefes de órgãos como Polícia Federal, Defensoria Pública da União (DPU) e Controladoria-Geral da União também serão convocados. Esses e outros órgãos terão que enviar informações à CPMI sobre as próprias investigações das fraudes. São eles:
- INSS;
- Supremo Tribunal Federal;
- Ministério da Previdência;
- Tribunal de Contas da União;
- Conselho Nacional de Previdência Social.
Ressarcimento
Em julho, o governo federal editou medida provisória que abriu crédito extraordinário de R$ 3,3 bilhões ao Orçamento da União para ressarcir os prejudicados. Os pagamentos começaram a ser feitos.
Em abril deste ano, a Polícia Federal e CGU apontaram um esquema que cobrava mensalidades irregulares de aposentados e pensionistas. Os valores eram descontados dos benefícios, sem autorização dos beneficiários, muito deles que nem eram associados a entidade que cobrava as mensalidades. Os desvios investigados, referentes ao período de 2019 até 2024, estão estimados em R$ 6,3 bilhões.
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