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Volta às aulas: celular e sono afetam aprendizado infantil

Especialistas explicam como o uso do celular à noite interfere no sono das crianças e dão dicas para ajustar a rotina e melhorar o rendimento escolar

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 12:02 • Atualizado em 11/02/2026 • 12:02

Celular nas escolas

Celular nas escolas

Reprodução/khunkorn

Com o retorno às aulas, sono regulado e uso equilibrado do celular passam a ser fatores decisivos para a adaptação das crianças à rotina escolar. Dados da Sala Digital mostram que o interesse por temas relacionados a criança e celular atingiu o maior nível da série histórica do Google Trends, refletindo uma preocupação crescente das famílias com os impactos das telas na saúde e no aprendizado. Entre as dúvidas mais buscadas no último ano estão perguntas como “quanto tempo uma criança pode ficar no celular?”, “criança pode ter celular com quantos anos?” e “como limitar o uso do celular para crianças?”.

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Em entrevista para o programa Viver Melhor, da BandNews TV, a pediatra Dra. Ana Lúcia Gular, chefe da pediatria do Hospital São Paulo da UNIFESP, comenta que a retomada da rotina deve começar pelo sono. “A volta às aulas já começa por uma rotina na vida das crianças e até mesmo dos adolescentes. Agora é o momento de dormir mais cedo e retomar horários”, afirma.

A recomendação é evitar telas pelo menos uma hora antes de dormir. A luz emitida por celulares e tablets interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono, o que pode prejudicar a qualidade do descanso e, consequentemente, a atenção e o aprendizado no dia seguinte.

Já sobre os impactos do uso excessivo, o psicólogo Leo Fraiman alerta que eles podem ter reflexos no desempenho na escola. “A criança acorda e já pega a tela… chega exausta na escola. Depois vai dizer que é TDAH, mas não é: é falta de sono, acordou errado”, explica. Segundo ele, o cansaço acumulado reduz a capacidade de concentração e aumenta a irritabilidade.

Quantas horas diárias de tela?

Especialistas recomendam que o uso do celular seja limitado e supervisionado, especialmente durante a semana. A orientação da pediatria é evitar exposição a telas antes dos 2 anos e, para crianças maiores e adolescentes, restringir o tempo diário a cerca de duas horas, sempre fora do horário de dormir.

Outro ponto importante é o exemplo dos adultos. “Nós precisamos dar o exemplo… é o exemplo que constrói, é o exemplo que educa”, reforça a Dra. Ana Lúcia. Criar horários definidos para desligar os aparelhos e priorizar atividades fora das telas ajuda o corpo a entender que é hora de desacelerar.

Com ajustes simples na rotina, como antecipar o horário de dormir e reduzir o uso do celular à noite, a retomada escolar tende a ser mais tranquila e o aprendizado, mais eficiente.

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