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O que são criptomoedas? Brasileiros se interessam cada vez mais pelo tema

Segundo dados da Sala Digital, o interesse por Bitcoin foi três vezes maior que o pela poupança nos últimos cinco anos

Alessandra Petraglia
ALESSANDRA PETRAGLIA

10/11/2025 • 12:09 • Atualizado em 10/11/2025 • 12:09

Cresce o interesse do brasileiro por informações sobre criptomoedas

Cresce o interesse do brasileiro por informações sobre criptomoedas

Pexels

Você já ouviu falar em Bitcoin, Ethereum ou blockchain, mas ainda não entendeu direito o que é uma criptomoeda? Calma, você não está sozinho!

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De acordo com dados da Sala Digital, o interesse dos brasileiros por esse tema disparou nos últimos anos e já supera, de longe, o da tradicional poupança. Nos últimos cinco anos, o interesse de busca pelo Bitcoin foi três vezes maior que o pela poupança. Para cada 10 pesquisas sobre os dois assuntos, 8 foram sobre a criptomoeda mais famosa do mundo.

Mas o que explica esse interesse? A Sala Digital reuniu as principais dúvidas dos brasileiros e ajuda a entender o que está por trás desse novo tipo de dinheiro.

O que é uma criptomoeda?

Pense nas criptomoedas como uma versão digital do dinheiro, só que sem cédulas, bancos ou governos controlando tudo. Elas funcionam com base em criptografia, um código matemático seguro que registra e valida cada movimentação.

A ideia surgiu em 2009 com o Bitcoin, o primeiro dinheiro totalmente digital e descentralizado, criado para permitir que qualquer pessoa envie e receba valores pela internet, sem precisar de banco.

Como funciona uma criptomoeda?

Imagine um livro-caixa público, só que online e guardado em milhares de computadores ao redor do mundo. Esse sistema se chama blockchain, a tecnologia por trás desse dinheiro.

Cada transação feita — como enviar ou receber uma moeda — vira uma linha nesse livro. Quando o livro enche, forma-se um “bloco”, e todos os blocos se conectam como uma corrente que ninguém pode apagar ou alterar. Antes de qualquer operação ser confirmada, ela é revisada por toda a rede, como se fosse um grande mutirão digital para evitar fraudes.

O mercado no Brasil

O Brasil ocupa hoje a 5ª posição no ranking mundial de adoção de criptomoedas, segundo o relatório anual da Chainalysis, plataforma que monitora dados de blockchain. Atualmente, 16% dos brasileiros com mais de 16 anos, cerca de 25 milhões de pessoas, já investiram em moedas digitais, de acordo com pesquisa do Datafolha.

Embora ofereçam rendimentos mais altos, trazem também riscos elevados, que não podem ser ignorados. O valor de uma moeda digital pode subir ou cair em questão de horas.

Como investir em uma criptomoeda?

Ao contrário das ações de empresas, que são negociadas em bolsas de valores, no caso das criptomoedas é preciso recorrer a corretoras especializadas (as chamadas exchanges) ou aplicar em fundos de investimento em criptoativos, disponíveis em corretoras tradicionais.

1. Compra direta em corretoras (exchanges)As exchanges funcionam como “casas de câmbio digitais”, onde você pode comprar, vender ou guardar suas criptomoedas.

2. Fundos e ETFs de criptomoedasQuem prefere investir de forma mais tradicional pode aplicar em fundos de investimento ou ETFs (fundos de índice) listados na B3, a bolsa de valores brasileira.Eles funcionam como “pacotes prontos”, que reúnem diversas criptomoedas e permitem participar do mercado sem precisar comprar os ativos diretamente.

Antes de decidir onde aplicar seu dinheiro, vale conhecer seu perfil de investidor, definir seus objetivos e buscar alternativas que estejam alinhadas às suas expectativas, sempre com responsabilidade.😉

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