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Crise do Metanol derruba as vendas de gim e uísque em SP

O estudo apontou o gim como a bebida mais afetada, com uma queda impressionante de 31% nas vendas

REGINA DOURADO

18/10/2025 • 20:47 • Atualizado em 18/10/2025 • 20:47

Resumo

Crise de adulteração de bebidas com metanol em São Paulo causa queda acentuada nas vendas de destilados como gim, uísque e vodka em bares e supermercados, com consumidores temerosos alterando seus hábitos de consumo.

Pesquisa da Neogrid revela que gim lidera as quedas com 31%, seguido por uísque com 24%, rum com 20% e vodka com 13%, refletindo a desconfiança do consumidor e impactando significativamente o setor de bebidas alcoólicas.

Consumo de bebidas fermentadas como cerveja, vinho e espumantes aumenta como alternativa segura, enquanto bares notam mudança nos pedidos, com clientes optando por bebidas não destiladas como sucos.

A recente crise envolvendo a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol está provocando uma mudança drástica nos hábitos de consumo, especialmente em São Paulo, epicentro dos casos. Com receio, consumidores estão abandonando os destilados, o que resultou em uma queda acentuada nas vendas de produtos como gim, uísque e vodka, tanto em bares quanto em supermercados.

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A desconfiança do consumidor se reflete diretamente nos números. Uma pesquisa realizada pela Neogrid, que analisou dados de mais de 1.000 supermercados na primeira quinzena de outubro, revelou o tamanho do impacto no setor.

Gim lidera ranking de quedas

O estudo apontou o gim como a bebida mais afetada, com uma queda impressionante de 31% nas vendas. O ranking de destilados com maior retração segue com:

  • 1º Gin: -31%
  • 2º Uísque: -24%
  • 3º Rum: -20%
  • 4º Vodka: -13%

"Percebemos que caímos em média de 40% a 50% nos destilados", afirmou Antônio Ferreira de Sousa, gerente de um supermercado entrevistado.

Consumidores e bares mudam de hábitos

O impacto não se restringe às gôndolas. Nos bares, a mudança é visível. Vanessa Coutinho Martins, professora, contou que trocou seu drink preferido por suco de limão.

"Sempre que eu sentava num bar, a perspectiva era pedir uma caipirinha, algo com gim. Agora, estou mais no suco, enquanto a gente não tem uma resposta mais concreta", explicou.

Em contrapartida, o consumo de bebidas fermentadas, como cerveja, vinho e espumantes, registrou um aumento, tornando-se a alternativa segura para quem não abre mão de uma bebida alcoólica.

A nutricionista Silmara Sueli de Jesus é um exemplo dessa nova realidade: "Eu adorava caipirinha de vodka. Hoje, se for para tomar, só na minha casa. Se não, agora é só na cerveja", relatou.

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