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Crise no STF: manobra processual e bate-boca marcam sessão extraórdinaria

Pedido de vista após voto de Flávio Dino adia decisão sobre investigações; corte mostra profunda divisão interna e juris

2 min

16/09/2026 11:33 • Atualizado há 2 horas

Crise no STF: manobra processual e bate-boca marcam sessão extraórdinaria

Supremo Tribunal Federal

A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada na última terça-feira (15), terminou sem definições efetivas sobre as denúncias que envolvem integrantes da corte.

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O objetivo principal da convocação era analisar se o ministro Alexandre de Moraes será ou não investigado por seus atos e por sua proximidade com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e acusado de fraude financeira.

Apesar da expectativa, o mérito da questão não foi abordado. O debate concentrou-se em questões de ordem processual, culminando em uma manobra conduzida pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes para adiar a discussão.

Juristas questionam o rito adotado na sessão, uma vez que Flávio Dino proferiu um pedido de vista logo após já ter apresentado o seu voto, procedimento que contou com a autorização da presidência do tribunal.

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Em sua análise sobre o ambiente e a condução dos trabalhos, o jornalista Pedro Campos classificou o encontro como uma "sessão recheada de absurdos, em que nada de importante se decidiu". A condução do julgamento deixou evidente a divisão interna do STF e a formação de um grupo articulado para protelar a decisão e evitar sinalizações desfavoráveis a Alexandre de Moraes.

Dois ministros deixaram de votar no processo. Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo. Já o ministro Kassio Nunes Marques alegou impedimento por presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defender a necessidade de evitar contaminações nas eleições de 2026, retirando-se do plenário em seguida.

A justificativa de Nunes Marques gerou questionamentos jurídicos, uma vez que o ministro já havia votado anteriormente em processo conexo relativo ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.

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Na avaliação de Pedro Campos, Nunes Marques foi um dos "fujões" da sessão e "se apequenou" ao apresentar uma justificativa que não se sustentava tecnicamente.