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Cuidado integrado: Acompanhamento multidisciplinar na acondroplasia

Por Redação
REDAÇÃO

11/03/2026 • 11:13 • Atualizado em 11/03/2026 • 11:13

A acondroplasia, a forma mais comum de nanismo, é uma condição genética rara que afeta o crescimento ósseo e compromete a formação das cartilagens. Contudo, por meio de um cuidado, que compreende uma abordagem multidisciplinar, poderá contribuir para promoção de uma maior qualidade de vida para crianças e jovens com a doença.

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Entenda melhor. Como a acondroplasia impacta o corpo de forma sistêmica, o cuidado apropriado não depende de um único médico, mas de uma rede integrada de especialistas que trabalham em conjunto em cada fase do desenvolvimento, especialmente durante a infância e a adolescência.

Por que a integração entre especialidades é essencial?

O cuidado com a acondroplasia é um processo contínuo e multidisciplinar, que acompanha a pessoa ao longo de toda a vida. Desde a infância, o acompanhamento com pediatras, geneticistas, ortopedistas e fisioterapeutas ajuda a monitorar o crescimento, a postura e o desenvolvimento motor. Podem ser necessárias inúmeras intervenções cirúrgicas desde a primeira infância, devido às complicações da doença. Na adolescência e na fase adulta, o foco passa a ser o controle da dor crônica, o fortalecimento da musculatura e o bem-estar emocional.

  • Genética: é o ponto de partida para confirmar o diagnóstico por meio da mutação no gene FGFR3.
  • Neuropediatria: essencial nos primeiros anos para monitorar riscos como a estenose do forame magno (um estreitamento da base do crânio), que pode comprimir a medula e exige vigilância constante em bebês.
  • Ortopedia: acompanha o crescimento e o alinhamento dos ossos, prevenindo ou tratando o arqueamento das pernas e curvaturas na coluna (como a cifose toracolombar e a lordose lombar), além de cuidar das dores articulares.
  • Otorrinolaringologia e pneumologia: monitoram as vias aéreas para prevenir a apneia do sono e tratam as infecções de ouvidos (otites médias) recorrentes, que se não cuidadas, podem levar à perda auditiva progressiva.
  • Fisioterapia e terapia ocupacional: trabalham o estímulo à mobilidade, o fortalecimento muscular e a autonomia para as atividades do dia a dia, como se vestir e escrever.
  • Psicologia: oferece suporte emocional e ferramentas para lidar com os desafios sociais e estigmas, fortalecendo a autoestima e a integração social.

O papel das famílias e o cuidado contínuo

O modelo ideal de cuidado é aquele em que os profissionais trocam entre si e mantém um diálogo constante com a família. Esse esforço, em conjunto, permite que possíveis complicações sejam detectadas precocemente e tratadas de maneira adequada.Investir em um olhar atento e multidisciplinar é garantir que o indivíduo com acondroplasia tenha todas as ferramentas para ser protagonista da sua própria história.

Para saber mais sobre a acondroplasia, acesse o site www.nanismo.com.br

  1. Hoover-Fong J, Cheung MS, Fano V, et al. Lifetime impact of achondroplasia: Current evidence and perspectives on the natural history. ScienceDirect. Link Published February 3, 2021.
  2. Savarirayan R, Ireland P, Irving M, et al. International Consensus Statement on the diagnosis, multidisciplinary management and lifelong care of individuals with achondroplasia. Nature Reviews Endocrinology. 2022;18(3):173-189. Link
  3. Ireland PJ, Pacey V, Zankl A, et al. Optimal management of complications associated with achondroplasia. Appl Clin Genet. 2014;7:117-125. Link
  4. Legare JM. Achondroplasia. In: Adam MP, Feldman J, Mirzaa GM, et al, eds. GeneReviews® [Internet]. University of Washington, Seattle; 12 de outubro de 1998 [atualizado em 11 de maio de 2023].
  5. March of Dimes. Achondroplasia. Link baby/achondroplasia#:~:text=Achondroplasia is a common cause,to 1 in 40,000 babies

Este material não tem qualquer caráter promocional e busca, unicamente, apresentar informações científicas relativas a doenças e/ou saúde. Material financiado pela BioMarin. COM-SC1183/Março-2026

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