
Médicos
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo
Anúncio de medidas inclui supervisão estratégica para cursos de medicina com baixo desempenho no Enamed, avaliação presencial das instituições em 2026 e atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais, com participação dos ministros Camilo Santana e Alexandre Padilha, além de representantes do Inep e Ebserh.
Resultados do Enamed revelam que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios e que 30% dos cursos avaliados em 2025 podem sofrer punições, destacando a predominância de instituições privadas e a necessidade de qualidade no ensino oferecido.
Aplicação da prova do Enamed envolveu 89.024 participantes em mais de 200 municípios, com 75% de desempenho proficiente geral; entre os concluintes dos cursos, 67% atingiram proficiência, enquanto 81% do público geral obteve o mesmo resultado.
O ministro da Educação, Camilo Santana, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou uma série de medidas para supervisão estratégica nos cursos de medicina que tiveram baixo desempenho no Enamed, visitas de avaliação in loco nas instituições de ensino em 2026 e atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de medicina.
“O fato é que nós vamos fazer uma fiscalização, uma supervisão rigorosa dos cursos de medicina neste país, para garantir a qualidade desses cursos”, pontuou o ministro da Educação.
O MEC (Ministério da Educação) anunciou também que cerca de 30% dos cursos de medicina avaliados em 2025 poderão sofrer punições após resultados considerados insatisfatórios no Enamed.
Santana destacou que os resultados do Enamed mostraram que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios. Também ressaltou que mais de 80% dos cursos superiores de medicina no Brasil são oferecidos por instituições de ensino superior privadas e que instituições que cobram mensalidade dos alunos devem apresentar qualidade no ensino.
“O que estamos avaliando é se os cursos têm uma boa infraestrutura, se eles têm monitoria, laboratório, se têm bons professores. E isso a gente só pode fazer avaliando os resultados e, também, dialogando com as instituições para que possam melhorar”, considerou.
Enamed
Criado pela Portaria MEC nº 330/2025, o Enamed passou a funcionar como modalidade do Enade específica para medicina, com aplicação anual e participação obrigatória dos concluintes.
A prova tem 100 questões objetivas, baseadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais, e foi aplicada em mais de 200 municípios.
De acordo com o levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame avaliou 89.024 estudantes e profissionais de medicina, dos quais 75% obtiveram desempenho proficiente. Entre eles, 39.258 eram estudantes concluintes do curso. Desses, 67% tiveram proficiência.
Já o público geral (49.766), que inclui médicos formados e inscritos no Exame Nacional de Residência (Enare), teve 81% dos participantes com proficiência.
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