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Dados de Daniel Vorcaro foram reinseridos no sistema da CPI do INSS, diz PF

Arquivos do banqueiro foram reintroduzidos via armazenamento em nuvem após decisão do STF que restringiu acesso da comissão a informações privadas

Da redação
DA REDAÇÃO

18/03/2026 • 21:02 • Atualizado em 18/03/2026 • 21:09

A Polícia Federal (PF) confirmou, nesta terça-feira (18), que os dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro foram reintroduzidos nos sistemas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A movimentação ocorre após um imbróglio jurídico envolvendo a preservação da cadeia de custódia das provas e o cumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

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De acordo com a corporação, após a exclusão inicial dos dados em cumprimento a ordens judiciais, foi constatada a reentrada dos arquivos no sistema. A PF explicou que as informações também estavam armazenadas em um serviço de nuvem da Apple e que o novo envio dos dados foi solicitado pela própria presidência da CPMI diretamente à empresa de tecnologia.

Quebra da cadeia de custódia

O novo armazenamento dos arquivos gerou alerta nas autoridades policiais. Em nota, a Polícia Federal declarou que o fato estabeleceu um novo fluxo de download fora do controle inicial da cadeia de custódia que havia sido determinada judicialmente. O episódio foi reportado ao ministro André Mendonça, do STF, que atua como relator do caso Master e monitora o uso das informações sigilosas no âmbito do Congresso Nacional.

A situação é sensível pois envolve o sigilo telemático e a privacidade do investigado. Na última segunda-feira (16), o ministro Mendonça havia proibido a CPMI de ter acesso a novos dados provenientes das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Vorcaro, visando proteger conteúdos estritamente pessoais que não possuem relação direta com o objeto do inquérito.

Triagem de dados e sala-cofre

O procedimento padrão determinado pelo STF previa que os dados, guardados em uma sala-cofre no Senado, passassem por uma triagem minuciosa da Polícia Federal. O objetivo desta filtragem era retirar qualquer conteúdo relativo à vida privada do banqueiro antes que os parlamentares tivessem acesso ao material.

Agentes da PF chegaram a comparecer à sala-cofre ontem para cumprir a retirada dos dados e realizar a separação do material. Contudo, com a nova inserção via nuvem solicitada pela comissão, o processo de controle de acesso foi comprometido. O STF deve avaliar agora se houve descumprimento da ordem judicial por parte da presidência da CPMI ou se os novos arquivos integrados ao sistema ferem a decisão de proteção à privacidade de Daniel Vorcaro.

Com informações da Agência Brasil