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Damares agradece Marina Silva e cita admiração: "Somos irmãs em Cristo"

Senadora do DF elogia solidariedade de parlamentar da Rede após relatar ofensas de aliados de Flávio Bolsonaro nas redes sociais

Da redação
DA REDAÇÃO

06/07/2026 • 13:05 • Atualizado em 06/07/2026 • 13:07

Damares Alves

Damares Alves

Marcello Casal JrAgência Brasil

A senadora Damares Alves (Republicanos‑DF) agradeceu à deputada federal Marina Silva (Rede‑SP) pelo apoio manifestado na última sexta‑feira (3), após relatar em reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, na quarta‑feira (1º), que sofreu ameaças e ataques misóginos.

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Em nota, Damares afirmou que mantém respeito pela ex‑ministra do Meio Ambiente e elogiou a iniciativa de tornar pública a solidariedade a uma adversária na disputa política. Segundo a senadora, as palavras de Marina “emocionaram e aqueceram seu coração”.

“Estamos hoje em lados opostos na política, mas todos sabem que no passado já estivemos do mesmo lado, juntas, lutando por um Brasil melhor. E todos também sabem que tenho carinho e admiração pela senhora e que somos irmãs em Cristo”, declarou Damares, ao agradecer a mensagem.

Na mesma manifestação, a parlamentar completou: “Obrigada pela mensagem e parabéns pela coragem, que sempre foi sua marca, de fazer esta manifestação de solidariedade de forma pública”.

Publicação nas redes e defesa das mulheres na política

O gesto de apoio ocorreu depois que Marina Silva publicou, no dia 3, uma mensagem no X, em que prestou solidariedade à senadora. A ex‑ministra escreveu que nenhuma mulher deve ser atacada ou constrangida por questões de gênero e que episódios de violência política atingem todas as mulheres que ocupam espaços públicos.

“Quando uma mulher na vida pública é alvo de agressões e tentativas de silenciamento, todas nós somos atingidas”, registrou Marina na rede social.

Damares relatou que se tornou alvo de ataques de amigos e conselheiros do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), pré‑candidato à Presidência, com as principais agressões sendo orquestradas nas redes pelos blogueiros Oswaldo Eustáquio e Paulo Figueiredo.

Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, na quarta‑feira (1º), ela disse que foi chamada de “leviana”, “vagabunda” e “adúltera”. As declarações, conforme a senadora, se intensificaram após ter faltado a um encontro de Flávio com lideranças femininas e defender em público a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro (PL).

Ataques misóginos e questionamento sobre voto feminino

Depois do embate político com Damares, Paulo Figueiredo ampliou os ataques em uma live no dia 25, ao afirmar que mulheres “votam muito mal”, especialmente as solteiras, enquanto as casadas “geralmente acompanhariam o voto dos maridos”.

Na reunião da Comissão de Direitos Humanos, a senadora comentou a fala do blogueiro e disse que os ataques chegaram a desqualificar a capacidade das eleitoras brasileiras. “Chegaram ao absurdo esta semana de colocar em dúvida se a mulher tem capacidade de votar, se a gente sabe escolher ou se merece ser escolhida”, afirmou.

Na visão de Marina Silva, conforme escreveu no X, agressões e tentativas de silenciamento contra uma mulher na vida pública atingem todas as demais que ocupam espaços de representação. Ao agradecer o apoio, Damares ressaltou que, apesar de hoje estar em campo político oposto ao da deputada, mantém carinho e admiração pela colega e que ambas se consideram “irmãs em Cristo”.

Com informações do Estadão Conteúdo.