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De olho em 2026, corte de cargos no governo mira também apoio nas eleições

Ministra Gleisi Hoffmann avalia que não faz sentido ficar com o governo agora se não for pra caminhar junto na próxima campanha eleitoral

Alex Gusmão
ALEX GUSMÃO

16/10/2025 • 08:13 • Atualizado em 16/10/2025 • 08:13

Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann

Joédson Alves/Agência Brasil

Ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, deixa claro que a operação fidelidade, que retira cargos do Centrão no governo após a derrota da MP alternativa ao aumento do IOF, não visa apenas cobrar votos no congresso.

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A ideia consiste também em definir apoio eleitoral em 2026. Não faz sentido, segundo a ministra, ficar com o governo agora se não for pra caminhar junto na próxima campanha eleitoral.

O corte de cargos começou já quinta-feira da semana passada, um dia após a retirada de pauta da medida provisória, o que fez com que ela perdesse o prazo de validade.

Ainda não se tem fechado o número correto de demissões. Mas uma fonte no governo admite que poder ser mais de 100. Isso porque a demissão de um determinado gestor numa autarquia, por exemplo, implica no desligamento da equipe montada por ele, o que deve acontecer tão logo o sucessor assuma o posto.

Um balanço com saldo dos cortes pode sair entre o final dessa semana e o início da próxima.

Gleisi diz, no entanto, que as portas seguem abertas para quem quiser rever posição.

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