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De Trump para Putin, após novo ataque a Kiev: “Vladimir, PARE”

Por Redação
REDAÇÃO

24/04/2025 • 17:18 • Atualizado em 24/04/2025 • 17:18

Moises Rabinovici
Trump e Putin

Trump e Putin

Reuters/Kevin Lamarque

“Vladimir, PARE” — escreveu o presidente Donald Trump a Vladimir Putin, depois de um ataque noturno da Rússia que matou 12 pessoas, feriu 90, levou 16 mil ao refúgio nas estações de metrô, e abalou prédios em Kiev, a capital ucraniana que amanheceu coberta de fumaça.

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Foi o maior ataque em quase um ano: 70 mísseis, alguns balísticos, e 150 drones — um dia depois que Trump acusou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky de ser um obstáculo à paz, por recusar um plano dos EUA favorável à Rússia, premiada com a anexação da Crimeia e mais o congelamento das conquistas territoriais da invasão de 2022, sem garantias para a Ucrânia, proibida ainda de se associar à OTAN.

“Não estou feliz”, acrescentou Trump a Putin no seu post no Truth Social, a plataforma que criou depois de expulso do Twitter — que, como X, o convidou a voltar. “Não é necessário (o ataque), e é um momento muito ruim”.

O presidente Zelensky estava na África do Sul quando Kiev e várias cidades ucranianas acordaram de madrugada com o violento bombardeio russo. E lamentou: “Fomos atacados, fomos ocupados, muitas crianças e adultos foram enterrados vivos”. Mas repetiu que mantinha sua disposição de sentar-se à mesa de negociações com “os terroristas”. O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa criticou as “pré-condições” impostas antes mesmo do início das negociações. “O único caminho para a paz é a diplomacia, o diálogo inclusivo e um compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas”.

Uma reunião de chanceleres europeus, na quarta-feira, em Londres, para examinar o plano de paz de sete pontos dos EUA, foi suspensa pela ausência do secretário de Estado Marco Rúbio e do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, que deve se encontrar com Putin nesta sexta-feira, em Moscou.

Em sua postagem no Truth Social, Trump escreveu também que quer ainda “FAZER o Acordo de Paz”, mesmo que seu vice, JD Vance, tenha declarado que os EUA estariam fora se Zelensky o rejeitasse.

O último ataque como o de hoje a Kiev aconteceu em julho, quando mísseis russos destruíram um hospital infantil, matando 20 pessoas. Civis ouvidos por agências de notícias são unânimes em dizer que não faz sentido continuar a guerra, mas que é impossível pará-la ante as condições humilhantes impostas pelos EUA à Ucrânia, acusada de a ter iniciado quando, na verdade, foi invadida pela Rússia.

O presidente Trump disse hoje na Casa Branca, enquanto recebia o primeiro-ministro da Noruega, que “não tem lealdade” a nenhum dos lados da guerra. Seu objetivo é o de salvar vidas. Sobre o recado “Vladimir, PARE”, ele acrescentou: “Estamos no meio de uma conversa de paz, e mísseis foram disparados”. Ele não respondeu às perguntas sobre se imporia novas sanções a Putin.

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