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Defesa de Bolsonaro cita Collor e faz novo pedido de prisão domiciliar

Advogados alegam agravamento do quadro de saúde e mencionam decisão de Alexandre de Moraes que beneficiou o ex-presidente alagoano

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

31/12/2025 • 17:36 • Atualizado em 31/12/2025 • 17:45

Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado pelo STF

Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado pelo STF

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O advogado Paulo Cunha Bueno, representante do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou que a defesa protocolou um novo pedido de prisão domiciliar para o político. A solicitação, apresentada nesta quarta-feira, baseia-se no que a defesa classifica como um "agravamento" do quadro médico do ex-presidente, que permanece sob custódia.

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Paradigma com Fernando Collor

Para fundamentar o pedido, a defesa de Bolsonaro utilizou como argumento a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes em relação ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo Bueno, Collor obteve autorização para cumprir pena em casa após o diagnóstico de apneia do sono.

"A defesa acaba de realizar o protocolo de novo pedido de prisão domiciliar, considerando a atualização e agravamento do quadro médico e o paradigma da recente concessão do mesmo benefício ao presidente Fernando Collor de Mello", afirmou o advogado em publicação na rede social X.

Estado de saúde e internação

Bolsonaro está internado em um hospital de Brasília desde o dia 24 de dezembro para a realização de procedimentos médicos. De acordo com a equipe de defesa, a manutenção da prisão representa riscos devido à suposta falta de cuidados adequados para o atual diagnóstico do político.

Os médicos responsáveis pelo atendimento, Brasil Caiado e Cláudio Birolini, afirmaram que houve melhora após as intervenções cirúrgicas. No entanto, embora as crises de soluços tenham apresentado maior controle, elas ainda não cessaram completamente.

Previsão de alta hospitalar

A expectativa da equipe médica é que o ex-presidente receba alta hospitalar nesta quinta-feira, 1º de janeiro. O novo pedido de prisão domiciliar agora aguarda a análise do ministro relator no Supremo Tribunal Federal.

Segundo Bueno, o quadro clínico exige atenção especial que justifica a custódia domiciliar. "A defesa enfatiza os riscos de agravamento do estado atual em razão da falta de cuidados adequados", reforçou o advogado na nota oficial sobre o protocolo.