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Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para atendimento médico na PF

Advogados solicitaram urgência no pedido

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

01/12/2025 • 16:21 • Atualizado em 01/12/2025 • 16:30

Bolsonaro e seus advogados no STF

Bolsonaro e seus advogados no STF

Fellipe Sampaio/STF

Resumo

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na carceragem da Polícia Federal em Brasília, teve um pedido de autorização para atendimento médico especializado submetido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (1º). A defesa do ex-presidente solicitou o ingresso de um cardiologista e de um fisioterapeuta da equipe que já o acompanha.

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Os advogados de Jair Bolsonaro argumentaram no pedido a Alexandre de Moraes que a continuidade do atendimento com os profissionais de sua confiança é necessária para monitorar sua condição clínica de forma adequada.

A urgência do pedido está ligada ao histórico de saúde do ex-presidente, que tem um quadro clínico que, segundo os médicos, exige monitoramento contínuo e a possibilidade de atendimento hospitalar imediato.

A solicitação desta segunda-feira (1º) se soma a um conjunto de esforços da defesa. Antes da execução da pena, Moraes já havia determinado que Bolsonaro recebesse atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão, durante sua prisão preventiva na PF do Distrito Federal.

Na semana passada, Jair Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal que o condenou por golpe de Estado. O ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Ele já estava no mesmo prédio em prisão preventiva desde sábado (22), após uma tentativa de violar a tornozeleira eletrônica que utilizava com um ferro de solda.

Tentativa de prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente já havia solicitado anteriormente a prisão domiciliar humanitária, alegando a fragilidade de seu estado de saúde.

Um relatório médico foi enviado ao STF listando dez problemas de saúde do ex-presidente na tentativa de evitar o cumprimento da pena em regime fechado. O documento, assinado pelos médicos de Bolsonaro, inclui:

  • O histórico de cirurgias decorrentes da facada que sofreu em 2018.
  • Episódios de pneumonia registrados no ano corrente.
  • Um conjunto de condições clínicas que, segundo os profissionais, demandam acompanhamento contínuo e acesso rápido a cuidados hospitalares.

O pedido de autorização para o atendimento do cardiologista e do fisioterapeuta é uma nova movimentação da defesa enquanto Bolsonaro permanece detido.