
Bolsonaro
REUTERS/Marco Bello
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou um complemento ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a visita dos filhos do político à carceragem da Polícia Federal (PF), em Brasília. O pedido, que incluiu os números de CPF de Flávio, Carlos, e Jair Renan, atendeu a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso.
Moraes havia solicitado a especificação de quais filhos gostariam de realizar a visita para que o cadastro fosse efetuado. Com o complemento, o ministro do STF analisa a solicitação para que eles possam ver o pai, que está preso preventivamente desde a noite do último sábado (22).
Michelle Bolsonaro já foi autorizada a visitar o marido
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada por Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. A visita de Michelle foi liberada para ocorrer entre as 15h e 17h deste domingo (23).
Bolsonaro foi detido e levado para a carceragem da PF após ter sido detectada uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que ele utilizava em sua prisão domiciliar. O ex-presidente foi submetido a uma audiência de custódia na manhã deste domingo (23).
O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo ministro Moraes, após a Polícia Federal constatar que o ex-presidente teria tentado violar o dispositivo de monitoramento.
O que dizia a primeira decisão de Moraes sobre as visitas
Inicialmente, Alexandre de Moraes havia negado a autorização aos filhos de Bolsonaro, pois a defesa não havia indicado quais deles pretendiam realizar a visita, o que é uma providência necessária para o cadastramento.
"A defesa não indicou quais os filhos do réu que pretendem realizar a visita, providência necessária para o cadastramento. Dessa maneira, deve completar o pedido", escreveu o ministro em sua decisão.
Com o envio dos nomes e dos CPFs de Flávio, Carlos e Jair Renan, o ministro agora analisa a nova solicitação para decidir sobre a liberação das visitas dos filhos ao ex-presidente. A prisão preventiva de Bolsonaro ocorre no âmbito de uma investigação sobre a atuação de uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública e o sistema eleitoral.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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