
Filho do presidente Lula, Lulinha
Reprodução
A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, diz que recebeu "com tranquilidade" a instauração do terceiro inquérito sobre suspeitas de tráfico de influência do filho do presidente Lula. A equipe jurídica de Lulinha afirmou ainda que a Polícia Federal (PF) “havia sido capturada por interesses privados” do governo de Jair Bolsonaro “para proteção de seus filhos, asseclas e milicianos que ocuparam o governo do país”.
O pronunciamento veio após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizar, nesta terça-feira (4), que a PF prossiga com as investigações. Dino abriu ainda uma quarta apuração dedicada a supostos vazamentos de dados sigilosos ligados ao caso. A nota, assinada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, pede que “todos os órgãos responsáveis providências enérgicas contra vazamentos reiterados, seletivos e criminosos”.
"Temos denunciado a instrumentalização de setores da polícia federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais", afirma a equipe de advogados.
A defesa de Lulinha afirmou que o empresário "comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS". Também afirmou ter "confiança plena na condução serena e equilibrada" de Dino.
O texto cita o trabalho do atual Diretor-Geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues, "para manter a harmonia da corporação, bem como sua independência e autonomia".
PF foi "capturada" durante Governo Bolsonaro, diz defesa
Os advogados afirmam que a PF havia sido "capturada por interesses privados do governo anterior, notadamente pelo líder do executivo, para proteção de seus filhos, asseclas e milicianos que ocuparam o governo do país".
"Uma vez reconquistadas, a independência e autonomia desse órgão de estado devem ser praticadas com responsabilidade e observância dos regramentos constitucionais e legais", segue o documento.
"Não podemos permitir que interesses não republicamos e externos contaminem procedimentos investigativos ou o próprio processo eleitoral. Em uma democracia de dimensões continentais, investigações devem ser imparciais e eleições devem ser decididas com votos", conclui a defesa.
Investigação por suposto tráfico de influência
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, virou alvo de um novo inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suspeitas de tráfico de influência e suposto favorecimento em negócios privados ligados ao governo. A apuração busca identificar se o filho do presidente atuou como intermediário em contratos públicos e se há ligação com esquemas de desvios investigados na Operação Sem Desconto, do INSS.
Em nota, a defesa nega qualquer irregularidade e afirma receber a apuração com tranquilidade, ressaltando ter "confiança plena" na condução das autoridades. Os advogados alegam, contudo, que os sucessivos inquéritos têm motivação política e eleitoral, criticam vazamentos seletivos e afirmam que a Polícia Federal chegou a ser instrumentalizada durante a gestão anterior para proteger aliados e familiares de Jair Bolsonaro.
Lula diz que não protegerá filho em investigações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não usará o cargo para interferir nas apurações contra Lulinha e declarou que, "se for culpado, ele vai pagar". Em entrevista a um podcast, o mandatário ressaltou que não garantirá privilégios e que o filho virá ao Brasil para provar a inocência. A declaração ocorreu após a autorização para a abertura de uma nova frente de investigação sobre o empresário, com o foco em apurar se houve uso de prestígio ou proximidade com o governo para influenciar negócios e contratos públicos.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

