
Donald Trump durante pronunciamento sobre a guerra no Irã
Alex Brandon/Pool via REUTERS
Os democratas estão classificando o pronunciamento à nação feito na noite de quarta-feira (1º) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra contra o Irã como "incoerente", destacando que ele não responde às perguntas mais básicas do povo americano, de acordo com declarações de dois legisladores democratas.
O senador Mark Warner observou que Trump devia aos americanos mais respostas sobre um conflito que aumentou os preços da gasolina "junto com o aumento dos preços do diesel, fertilizantes, alumínio e outros itens essenciais, com consequências que continuarão a repercutir na economia por muito tempo".
Já o senador Chris Murphy divulgou uma declaração dizendo que o "discurso estava fundamentado em uma realidade que só existe na mente de Donald Trump", acrescentando que "ninguém na América, depois de ouvir aquele discurso, sabe se estamos escalando ou desescalando".
Pronunciamento de Trump
Em um pronunciamento oficial realizado na noite desta quarta-feira, o presidente Donald Trump detalhou o que chamou de "vitórias decisivas e esmagadoras" das forças armadas dos Estados Unidos contra o regime do Irã. Segundo Trump, a chamada "Operação Fúria Épica", iniciada há um mês, neutralizou as principais capacidades militares e lideranças do país persa. Ele também disse que a operação está perto de completar.
Durante o discurso, Trump afirmou que a Marinha do Irã foi "aniquilada" e que a maioria de seus líderes, classificados por ele como terroristas, foi eliminada. O presidente destacou que o Comando e Controle do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica está sendo "dizimado" e que a capacidade de lançamento de mísseis e drones foi drasticamente reduzida.
"Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão claras e devastadoras em questão de semanas", declarou Trump, reforçando sua promessa de 2015 de nunca permitir que o Irã possua uma arma nuclear.
Aliança com a Venezuela e Independência Energética
Além do cenário de guerra, o pronunciamento trouxe uma reviravolta na política externa e energética: Trump anunciou uma "joint venture" com a Venezuela para a produção de petróleo e gás. Segundo ele, a parceria com o país vizinho coloca os EUA em uma posição de total independência em relação ao Oriente Médio.
"Temos as maiores reservas, e a Venezuela tem as segundas maiores. Agora somos totalmente independentes do Oriente Médio", afirmou. Trump ressaltou que, embora os EUA não precisem mais do petróleo daquela região, continuarão apoiando aliados como Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
Com Estadão Conteúdo e Associated Press.
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