Foi um relato muito verossímil. Eu ouvi essas palavras de integrantes do STJ sobre a segunda denúncia de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi. A funcionária terceirizada relatou alguns episódios em que o ministro tentou tocá-la nas partes íntimas a força.
É uma jovem, arrimo de família, que temia muito perder o emprego. Funcionários do gabinete tentaram ajudar. Uma colega chegou a mudar o horário de trabalho pra evitar que a funcionária ficasse sozinha com o ministro.
Pelo menos dois servidores do gabinete de Buzzi já foram ouvidos e confirmaram o depoimento da denunciante. Hoje ela está trabalhando em outro setor do STJ. O que magistrados me disseram é que prevalece no tribunal o senso de responsabilidade, de cumprir o que determina uma resolução do próprio CNH: respeitar e valorizar a palavra da vitima.
O que eu ouvi foi: vamos apurar com rigor e cortar na carne, se for o caso.
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