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Desabamento de prédios residenciais deixa ao menos 22 mortos no Marrocos

As autoridades marroquinas confirmaram o número de vítimas na manhã desta quarta-feira, 10, e informaram que o incidente ocorreu em estruturas de quatro andares

Da redação
DA REDAÇÃO

10/12/2025 • 11:02 • Atualizado em 10/12/2025 • 11:09

Desabamento no Marrocos

Desabamento no Marrocos

REUTERS/Said Echarif

Ao menos 22 pessoas morreram e 16 ficaram feridas no desabamento de dois prédios residenciais na cidade de Fez, no Marrocos, na noite desta terça-feira, 9. As autoridades marroquinas confirmaram o número de vítimas na manhã desta quarta-feira, 10, e informaram que o incidente ocorreu em estruturas de quatro andares.

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A agência de notícias estatal do Marrocos reportou que os dois edifícios abrigavam um total de oito famílias. Os 16 feridos foram socorridos e levados a um hospital próximo para tratamento médico. As equipes de resgate isolaram o bairro e as buscas por possíveis desaparecidos continuam no local dos escombros.

Até o momento, a causa exata do desabamento não foi determinada. O incidente em Fez é o segundo desabamento fatal registrado no Marrocos neste ano.

Fez, a terceira cidade mais populosa do Marrocos, é conhecida por sua cidade murada e seus souks medievais (mercados), sendo um destino turístico e uma das sedes da Copa Africana de Nações deste mês e da Copa do Mundo de 2030. No entanto, a cidade também é um dos centros urbanos mais carentes do país, onde problemas de infraestrutura são comuns em diversas áreas.

A aplicação dos códigos de construção é frequentemente negligenciada no Marrocos, especialmente em bairros antigos onde a presença de prédios residenciais em condições precárias é comum.

Um desabamento anterior, ocorrido em maio, vitimou 10 pessoas e feriu sete em um prédio que já tinha ordem de isolamento, de acordo com o portal marroquino Le360.

A carência de serviços básicos foi um dos pontos centrais dos protestos que ocorreram no Marrocos no início do ano. Manifestantes criticaram o governo por priorizar investimentos em novos estádios e infraestrutura esportiva, em detrimento do combate à desigualdade na saúde, educação e outros serviços públicos essenciais. O desabamento atual agrava as preocupações com a segurança estrutural nas áreas mais antigas e pobres das cidades marroquinas.