
Fachin prorroga prazo de suspensão da desoneração
Nelson Jr./ STF
Resumo
Entrevista concedida pelo presidente do STF, Edson Fachin, abordou os questionamentos sobre o ministro Dias Toffoli e sua atuação como relator do caso Banco Master, destacando que a Corte agirá com independência se for acionada para analisar a conduta do magistrado.
Afirmação de Fachin ressaltou que não antecipará juízo sobre o caso, mas garantiu atuação firme do STF e defendeu a regularidade da atuação jurisdicional de Toffoli durante o recesso, ressaltando que críticas e interpretações sobre a nota oficial são legítimas.
Controvérsia envolve críticas e pedidos de suspeição contra Dias Toffoli devido a supostas ligações familiares com o entorno do Banco Master, em razão de uma transação comercial envolvendo irmãos do ministro e um fundo ligado ao cunhado do proprietário do banco.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adotou um tom firme ao comentar os recentes questionamentos envolvendo o ministro Dias Toffoli e a relatoria do caso Banco Master. Em entrevista ao jornal O Globo, Fachin garantiu que a Corte agirá com independência caso seja provocada a analisar a conduta do magistrado.
"Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer", afirmou o presidente da Corte, ao ser questionado sobre a permanência de Toffoli à frente das investigações.
Em relação às reações negativa à nota em defesa do ministro e do STF, Fachin afirmou que “nesse caso específico, defendeu-se a regularidade da atuação jurisdicional durante o recesso, uma vez que o ministro relator foi designado por sorteio aleatório e optou por continuar trabalhando. Nada está imune à crítica, nem o Supremo, nem qualquer um de seus ministros. As interpretações da nota são legítimas, sejam elas quais forem”, completou.
Relembre
O ministro Dias Toffoli tem sido alvo de críticas e pedidos de suspeição devido a supostas ligações familiares com o entorno do Banco Master. A controvérsia gira em torno de uma transação comercial:
- A relação: Dois irmãos de Toffoli foram sócios de um resort no Paraná.
- A venda: A participação foi vendida para um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Embora Fachin tenha evitado antecipar um julgamento sobre o caso — que pode vir a ser apreciado pelo colegiado do STF — ele destacou que a presidência do tribunal está atenta aos desdobramentos.
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