Band Jornalismo

Quem é Doca, líder do CV investigado por mais de 100 homicídios e execuções de crianças

Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, é um dos procurados em megaoperação desta terça-feira (28), no Rio de Janeiro

Da redação
DA REDAÇÃO

28/10/2025 • 14:44 • Atualizado em 28/10/2025 • 14:51

Doca

Doca

Divulgação

Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, e Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quintungo, são apontados como as principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na capital fluminense e alvos da megaoperação policial liderada pelo governo do Rio de Janeiro. A ação — uma das maiores realizadas neste ano — resultou na morte de quatro policiais civis e ao menos 60 criminosos, além da prisão de outros 86 integrantes da facção.

Compartilhar

Quem é Doca?

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Doca é considerado a principal liderança do CV no Complexo da Penha e em comunidades da Zona Oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) denunciou o criminoso e mais 66 pessoas por associação para o tráfico — três delas também por tortura.

Doca é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Segundo o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), havia 34 mandados de prisão em aberto contra ele.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro anunciou nesta terça-feira (28) o pagamento de R$ 100 mil de recompensa a quem der informações que levem à prisão de Doca. O valor é o maior já oferecido pelo Disque-Denúncia, igualando o de Fernandinho Beira-Mar, em 2000.

Crimes e investigações

O traficante é apontado como o mandante da execução de três médicos na zona sudoeste do Rio, em outubro de 2023. As vítimas foram mortas por engano após um dos médicos ser confundido com o verdadeiro alvo do grupo.

Em maio de 2025, o MPRJ denunciou Doca e outros dois criminosos pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias. Segundo as investigações, ele teria ordenado a invasão da unidade em 15 de fevereiro de 2025, na tentativa de resgatar Rodolfo Manhães Viana, o Rato, preso horas antes por tráfico e associação para o tráfico.

Armados com fuzis e granadas, os criminosos invadiram a delegacia, feriram dois agentes e torturaram um deles em busca de informações sobre o paradeiro de Rato, que já havia sido transferido para a Polinter, na Cidade da Polícia.

*Com informações do Estadão Conteúdo.