
Doca
Divulgação
Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, e Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quintungo, são apontados como as principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na capital fluminense e alvos da megaoperação policial liderada pelo governo do Rio de Janeiro. A ação — uma das maiores realizadas neste ano — resultou na morte de quatro policiais civis e ao menos 60 criminosos, além da prisão de outros 86 integrantes da facção.
Quem é Doca?
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Doca é considerado a principal liderança do CV no Complexo da Penha e em comunidades da Zona Oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) denunciou o criminoso e mais 66 pessoas por associação para o tráfico — três delas também por tortura.
Doca é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Segundo o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), havia 34 mandados de prisão em aberto contra ele.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro anunciou nesta terça-feira (28) o pagamento de R$ 100 mil de recompensa a quem der informações que levem à prisão de Doca. O valor é o maior já oferecido pelo Disque-Denúncia, igualando o de Fernandinho Beira-Mar, em 2000.
Crimes e investigações
O traficante é apontado como o mandante da execução de três médicos na zona sudoeste do Rio, em outubro de 2023. As vítimas foram mortas por engano após um dos médicos ser confundido com o verdadeiro alvo do grupo.
Em maio de 2025, o MPRJ denunciou Doca e outros dois criminosos pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias. Segundo as investigações, ele teria ordenado a invasão da unidade em 15 de fevereiro de 2025, na tentativa de resgatar Rodolfo Manhães Viana, o Rato, preso horas antes por tráfico e associação para o tráfico.
Armados com fuzis e granadas, os criminosos invadiram a delegacia, feriram dois agentes e torturaram um deles em busca de informações sobre o paradeiro de Rato, que já havia sido transferido para a Polinter, na Cidade da Polícia.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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