
Donadl Trump anuncia aumento de tarifas contra a Coreia do Sul
REUTERS/Denis Balibouse
O cenário do comércio global sofreu um novo abalo após uma declaração contundente de Donald Trump. Em uma publicação na sua rede social, o presidente dos Estados Unidos anunciou um aumento nas tarifas impostas a produtos sul-coreanos, elevando-as de 15% para 25%.
A medida é uma resposta direta ao que ele classifica como "falta de cumprimento" de um acordo bilateral firmado em julho de 2025 com o governo sul-coreano.
O Nó Legislativo em Seul
Segundo o texto divulgado, o governo dos Estados Unidos e o Presidente Lee (da Coreia do Sul) haviam selado o que Trump chamou de um "acordo histórico" em 30 de julho de 2025, com os termos sendo reafirmados durante uma visita diplomática de Trump à península coreana em 29 de outubro do mesmo ano.
No entanto, o progresso estagnou na Assembleia Nacional da Coreia do Sul. O Legislativo coreano, fazendo uso de sua prerrogativa institucional, ainda não promulgou o tratado, o que gerou a reação imediata e agressiva de Washington.
"Nossos acordos comerciais são muito importantes para os Estados Unidos. Esperamos que nossos parceiros façam o mesmo que nós: agir rapidamente", declarou Trump na publicação.
A retaliação tarifária não é simbólica; ela atinge o coração da economia exportadora sul-coreana. Os principais setores afetados pelo aumento para 25% são:
- Automóveis: Um dos pilares das exportações de Seul para os EUA.
- Madeira: Setor que vinha buscando expansão no mercado americano.
- Produtos Farmacêuticos: Área estratégica que enfrenta agora custos de entrada significativamente maiores.
Além desses, Trump mencionou a aplicação de "tarifas recíprocas" para todos os outros produtos, sinalizando que os EUA aplicarão rigorosamente a mesma taxa que Seul impõe aos produtos americanos.
Reações e Consequências
Analistas econômicos alertam que a medida pode desencadear uma nova guerra comercial na Ásia. Enquanto o governo executivo da Coreia do Sul tenta equilibrar a pressão de Washington com a resistência de seu próprio Legislativo, as ações de gigantes automotivas e farmacêuticas coreanas já operam em queda.
A estratégia de Trump reflete sua doutrina de "reciprocidade comercial", onde o acesso ao mercado consumidor americano é condicionado à abertura total e imediata dos mercados parceiros. Até o momento, o Legislativo de Seul não emitiu uma resposta oficial sobre se a pressão tarifária acelerará a aprovação do acordo ou se resultará em medidas retaliatórias contra os produtos agrícolas e tecnológicos dos Estados Unidos.
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