
Donald Trump
REUTERS/Anna Rose Layden
O presidente Trump proclamou, em letras maiúsculas, um “TOTAL E COMPLETO BLOQUEIO DE TODOS OS PETROLEIROS SANCIONADOS indo para ou partindo da Venezuela”, nesta terça-feira à noite, acusando “o ilegítimo regime de Maduro de usar petróleo roubado para financiar narcoterrorismo, contrabando de drogas e tráfico humano”, e por isso designado uma “ORGANIZAÇÃO TERRORISTA ESTRANGEIRA.” O texto foi publicado em sua plataforma Truth Social.
Escreveu Trump, ainda, que “não vai permitir que criminosos, terroristas, ou outros países, roubem, ameacem ou prejudiquem a nossa Nação”. E que, “da mesma forma, não permitirá que um regime hostil tome nosso Petróleo, Terras ou quaisquer outros Ativos, os quais devem ser devolvidos aos Estados Unidos, IMEDIATAMENTE.”
O texto de Trump parte do princípio de que a Venezuela pertence aos Estados Unidos. Nesta terça-feira, outros três barcos foram afundados pela aviação americana, suspeitos de transportar drogas. Os mortos já passam de 90, desde outubro. No Congresso, o secretário da Defesa Pete Hegseth se recusou a passar o vídeo não editado do bombardeio a dois sobreviventes de um barco de um primeiro ataque. Ele e o secretário de Estado Marco Rubio brifaram, separadamente, a Câmara e o Senado.
“Claro que não vamos distribuir o top-secreto vídeo para o público em geral”, embora a sala de reuniões do Congresso seja para audiências supersecretas. Muitos congressistas deixaram a reunião frustrados.
O anúncio do bloqueio à Venezuela veio depois da reunião no Congresso. Foi inesperado, sem um novo motivo aparente. Os Estados Unidos enviaram ao Caribe uma armada com 15 mil fuzileiros navais, porta-aviões e submarino. E Trump deu sinal verde para a CIA agir em terra, desestabilizando o país. Na semana passada, ajudou a Nobel da Paz Maria Corina Machado a sair de Caracas para receber o prêmio em Oslo, onde chegou atrasada e foi representada pela filha.
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