
Fundação Dorina Nowill
Divulgação
A Fundação Dorina Nowill para Cegos completa oito décadas de história consolidada como o principal pilar da inclusão visual no Brasil. Em fevereiro de 2026, a organização celebra o marco de 80 anos não apenas olhando para o passado, mas projetando um futuro de maior autonomia e tecnologia para pessoas cegas e com baixa visão.
A semente da fundação foi plantada em 1946 por Dorina de Gouvêa Nowill. Após perder a visão aos 17 anos, Dorina recusou-se a interromper seus estudos e transformou sua jornada pessoal em uma causa pública. Pioneira, ela fundou a então "Fundação para o Livro do Cego no Brasil", focada em democratizar o acesso à leitura através do sistema braille — uma ferramenta que ela defendia como essencial para a emancipação intelectual.
Ao longo de 80 anos, o que começou como uma editora de livros acessíveis tornou-se um ecossistema completo de inclusão, oferecendo:
- Habilitação e reabilitação para autonomia no dia a dia;
- Produção editorial em braille, áudio e formatos digitais;
- Cursos de capacitação e soluções de acessibilidade para empresas.
Programação comemorativa e o "Centro de Memória"
Para marcar o aniversário, a Fundação inaugura agora em março o seu Centro de Memória. O espaço é um resgate histórico que reúne documentos e registros que narram a evolução dos direitos das pessoas com deficiência visual no país.
Além disso, a programação oficial inclui:
- Talk Show: “Mulheres que transformam causas”, integrando o III Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva.
- Exposição "Pontos de História": Uma mostra totalmente acessível que utiliza o braille para contar relatos de pessoas impactadas pelo trabalho da fundação ao longo das décadas.
- Livro Comemorativo: Uma edição especial que detalha a trajetória da instituição, viabilizada pela Lei Rouanet.
O futuro da inclusão
O novo ciclo estratégico da Fundação Dorina busca ampliar o alcance dos atendimentos gratuitos, que já somam milhares anualmente. Com o apoio de parceiros da iniciativa privada, a meta é fortalecer a presença nacional da rede de leitura inclusiva e modernizar ainda mais o acesso à informação.
Para quem deseja conhecer o trabalho ou atuar como voluntário, a sede da Fundação segue como um polo de inovação social no coração de São Paulo, mantendo vivo o lema de Dorina Nowill de que a deficiência visual não deve ser uma barreira para o conhecimento.
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