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Dos 99 mortos identificados em megaoperação, 78 tinham histórico criminal, diz Rio

Entre os identificados, estão criminosos oriundos de outros estados, como Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Paraíba, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo

Da redação
DA REDAÇÃO

31/10/2025 • 15:52 • Atualizado em 31/10/2025 • 15:52

Megaoperação

Megaoperação

Reprodução/Band

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a identidade de 99 pessoas das 121 mortas durante a Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense. A informação foi divulgada pelo governo do Estado em coletiva nesta sexta-feira (31).

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Do total de criminosos mortos, 42 possuíam mandados de prisão em aberto e pelo menos 78 tinham histórico criminal extenso, incluindo tráfico de drogas e homicídios.

"O trabalho de investigação e inteligência foi adequado. Todos os neutralizados eram perigosos e com ficha criminal. A integração com outros estados foi essencial", afirmou o governador Claudio Castro.

Alvo estratégico da facção

Os complexos do Alemão e da Penha funcionavam como centros de comando do Comando Vermelho, recebendo integrantes de outros estados e servindo como polos de treinamento tático. De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, nas localidades eram aplicadas instruções de tiro, manuseio de armamento, uso de explosivos e táticas de guerrilha.

Entre os identificados, estão criminosos oriundos de outros estados, como Pará (13), Amazonas (7), Bahia (6), Ceará (4), Paraíba (1), Goiás (4), Mato Grosso (1) e Espírito Santo (3). Ao menos um terço dos mortos na operação era de fora do Rio, mostrando o alcance nacional da facção.

"Foi um trabalho muito expressivo das nossas equipes, que conseguiram periciar todos os corpos, identificar 99 narcoterroristas e levantar os históricos criminais. A investigação prossegue para mapear outros integrantes e ramificações", disse Curi.

Fluxo de drogas e armamentos

As apurações revelam que o Comando Vermelho movimentava cerca de 10 toneladas de drogas por mês a partir desses complexos. Além disso, aproximadamente 50 fuzis eram negociados mensalmente, abastecendo ao menos 24 comunidades do Rio, incluindo Rocinha, Maré, Jacarezinho, Salgueiro e Lins.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, a operação resultou de um trabalho integrado entre Polícia Civil, Polícia Militar e órgãos periciais, em múltiplas fases, incluindo bloqueio de R$ 6 bilhões do grupo e apreensão de mais de 200 armas, a maioria fuzis, em mansões na Barra da Tijuca e em São Paulo.

Ao todo, 117 criminosos foram mortos, com 89 corpos liberados aos familiares. O trabalho de identificação e perícia continua para os restantes, enquanto a Polícia Civil finaliza um relatório detalhado com centenas de páginas sobre o papel estratégico desses complexos dentro da facção.

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