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Duas funcionárias são demitidas após morte de bebê em creche de SP

Criança de 1 ano e 4 meses ficou presa em barra de ferro; caso segue sob investigação

Da redação
DA REDAÇÃO

28/07/2026 • 17:55 • Atualizado em 28/07/2026 • 18:04

Criança morre em creche de São Paulo

Criança morre em creche de São Paulo

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Duas funcionárias da Creche Luz do Brás, localizada no centro de São Paulo, foram desligadas de seus cargos após a morte do bebê Abdoulaye Dieng, segundo a Secretaria Municipal de Educação. A criança de um ano e quatro meses morreu após ficar com o pescoço preso na grade de uma sala da instituição, na semana passada.

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Até o momento, duas professoras foram desligadas por decisão da OSC (Organização da Sociedade Civil) responsável e substituídas por novas profissionais. --secretaria da educação

Em nota, a SME informou que "está em curso procedimento administrativo para apurar os fatos" e que, "caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade".

Abdoulaye Dieng estava em uma sala multiuso da Creche Luz do Brás. Ele teria deitado no chão e colocado a cabeça em um vão entre uma barra de ferro e um espelho. Segundo o órgão, a sala permanece interditada desde a última sexta-feira (24), e passa por análise técnica.

O advogado Erson de Oliveira, que representa a família da criança, disse que Abdoulaye ficou preso por seis minutos antes de as monitoras perceberem o que havia ocorrido. Oliveira afirmou ainda que o menino estava sem supervisão no momento do acidente.

O vídeo (da câmera de monitoramento) mostra que ele lutou pela vida durante seis minutos. --advogado Erson de Oliveira

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que policiais militares que faziam patrulhamento pela região foram abordados por funcionários da creche, que já estavam levando Abdoulaye à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca. O menino não resistiu e morreu na unidade.

A defesa da família questiona por que os profissionais socorreram a criança por meios próprios, em vez de acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) prestam o suporte necessário à família.

Com Estadão Conteúdo