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Rapper apaga clipe após ter gesto comparado a sinal de facção na Bahia

Cantora Duquesa aparecia fazendo o número três com a mão, gestual que mesmo sem ter relação com traficantes, já terminou em morte no estado

Da redação
DA REDAÇÃO

04/01/2025 • 09:34 • Atualizado em 04/01/2025 • 09:34

Cantora Duquesa apagou clipe no YouTube

Cantora Duquesa apagou clipe no YouTube

Reprodução/Instagram

A cantora de trap Duquesa apagou na sexta-feira (3) o videoclipe da música "Fuso" no YouTube após compararem um gesto da artista com um sinal de uma facção atuante na Bahia. Nas imagens, ela exibe três dedos para a câmera, ao citar o número três na música. Em nota publicada nas redes sociais, a artista explica que apagou o trabalho após associarem o gesto com a facção do Bonde do Maluco, aliada ao PCC no estado. Ela explica na nota que o gesto se referia aos três dias que a artista passou nos Estados Unidos para participar de uma premiação a qual era indicada. "É importante destacar que a mensagem da artista é de empoderamento feminino, e o gesto não tinha qualquer intenção criminosa. Isso nunca fez parte da carreira da cantora", pontua a nota de Duquesa.

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Gestos e cortes de cabelo são atribuídos a facções

Na Bahia, o medo da violência muda até o jeito de tirar fotos em Salvador. Como a cantora Duquesa, turistas evitam qualquer gesto com dois ou três dedos, já que podem ser interpretados como saudações ao Comando Vermelho ou o Bonde do Maluco, facções que atuam na região. Em outubro de 2024, dois irmãos, músicos de um bloco, foram assassinados na Bahia, depois de fazerem sinais com três dedos e postarem a foto. Em setembro, uma candidata a vereadora no Mato Grosso e a irmã foram torturadas até a morte porque fizeram gestos associados à facção PCC.A quantidade de traços no corte de cabelo é outra forma de identificação das facções. “A partir do momento que eu digo para a população ‘não use esse símbolo’, eu estou tornando-a refém de mim. Estou mostrando como sou poderoso e definindo o comportamento da sociedade”, pontuou o advogado Luiz Henrique Requião.

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