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E agora Trump quer dialogar com Maduro

A Casa Branca quer diálogo entre os dois presidentes. Quando? Não há data marcada.

Da redação
DA REDAÇÃO

25/11/2025 • 10:21 • Atualizado em 25/11/2025 • 10:21

Moises Rabinovici
Trump em chegada à Casa Branca

Trump em chegada à Casa Branca

Aaron Schwartz/Reuters

O presidente Donald Trump teria dito na Casa Branca que “ninguém está planejando ir lá (a Caracas) para matar ou prender (Maduro) – neste momento”. Até pelo contrário, como ouviu e publica nesta terça-feira o site bem informado Axios, de Washington: a Casa Branca quer diálogo entre os dois presidentes. Quando? Não há data marcada.

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“Ao mesmo tempo”, prosseguiu Trump, “vamos explodir os barcos que transportam drogas”. Em 21 disparos de mísseis e 21 barcos afundados, 83 pessoas já foram mortas na Operação Lança do Sul, iniciada em 2 de setembro.

Está previsto para esta terça-feira uma mobilização nacional na Venezuela, em torno da bandeira e da espada de (Simon) Bolivar, o herói da independência venezuelana. “Quem quiser entender que entenda, mas o Bolivar anti-imperialista está cada dia mais vivo”, disse Diosdado Cabello, ministro do Interior e da Justiça, o número dois do chavismo.

A mobilização será um protesto à decisão estadunidense de declarar como terrorista o Cartel de los Soles, que nem existe segundo a chancelaria venezuelana e o presidente colombiano Gustavo Petro. É um pretexto para um ataque, “sob o clássico formato dos EUA para derrubar governos”. Como o “soles” do cartel é um emblema no formato de sol na farda dos generais venezuelanos, a interpretação de que se trata de um símbolo terrorista pode acuar ou dividir o oficialato de Maduro.

Por ordem de Trump, foi reunida uma formidável máquina de guerra nas águas internacionais da Venezuela, com âncora em Porto Rico, território dos EUA no Caribe. São dez mil fuzileiros navais, o maior porta-aviões do mundo, o Gerald Ford, e dezenas dos aviões de combate mais modernos do arsenal americano.

O enredo criado por Trump para a Venezuela segue o mesmo usado para derrubar o general e ditador panamenho Manuel Noriega, em 1989, pelo então presidente George H.W. Bush. Sob a acusação de terrorismo, os EUA têm o pretexto para uma operação militar.

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