
E assim a Groenlândia se livrou das ameaças de Donald Trump
Doug Mills/Reuters
O presidente Donald Trump não volta da Suíça para os EUA de mãos vazias, mas também não conquistou a Groenlândia. Ele se contentou com a perspectiva de um futuro acordo sobre toda a região ártica, do qual não foram divulgados os detalhes.
“Com base nesse entendimento, não aplicarei as tarifas que deveriam entrar em vigor em 1º de fevereiro” -- Trump escreveu em sua rede social Truth Social.
Horas antes de se reunir com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, o presidente Trump discursou no Fórum Econômico Mundial que “não se contentaria com nada menos” do que a soberania sobre a Groenlândia. Quis negociações imediatas para a comprar. Já não ameaçou mais a conquistar pela força.
Os groenlandeses ficaram aliviados, como os retratou o correspondente da CNN em Nuuk, a capital. Eles estavam recebendo conselhos do governo para manter mantimentos para cinco dias, para o caso de uma crise. Com o alívio, os mercados financeiros nos EUA, Ásia e Europa estabilizaram e depois começaram a registrar altas.
Ao sair da reunião com o secretário-geral da OTAN, uma repórter perguntou a Trump: “O acordo envolve ainda a soberania sobre a Groenlândia?” A resposta não foi imediata e foi dada sob certa hesitação: “É um acordo de longo prazo. É o melhor acordo de longo prazo possível”. Depois, acrescentou: “Deu-nos tudo o que precisávamos”.
Antes, Trump tinha prometido consequências econômicas e de segurança “terríveis” para a Europa se não conseguisse o que queria. A escalada interessava à Rússia por significar um racha na OTAN. Fora isso, se os EUA podem reivindicar a Groenlândia, por que Putin não poderia anexar a Península da Crimeia?
Trump chegou perto de ofender os líderes europeus ao lembrar: “Nós vencemos a Segunda Guerra Mundial. Sem nós, vocês estariam falando alemão e um pouco de japonês agora. Depois da guerra, devolvemos a Groenlândia à Dinamarca. Que estupidez a nossa! Agora vocês são ingratos. ”
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